Governo federal pode aumentar impostos este ano, admite Mantega

"Aumento de impostos é reserva que temos se for necessário para elevar arrecadação", afirmou o ministro

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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (21) que não está previsto aumento de impostos em 2014, embora não descarte que isso possa ocorrer. “Aumento de impostos é reserva que temos se for necessário para elevar arrecadação”, afirmou o Mantega em teleconferência com analistas e imprensa estrangeira.

Mais cedo, o ministro admitiu que o governo está preparado para cobrir eventuais despesas adicionais com o setor elétrico, por causa do acionamento das termoelétricas para suprir o déficit de energia do País. O governo se comprometeu a uma meta de superávit fiscal de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) este ano – anunciando um corte de orçamento de R$ 44 bilhões -, um patamar tido como elevado. 

Com isso, o aumento de impostos seria uma medida de austeridade, para manter o superávit elevado mesmo em um cenário que obriga o aumento de impostos. A intenção é manter a qualidade de crédito elevada e evitar um rebaixamento da nota brasileira do Brasil por parte das agências internacionais de rating, como Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch.

A expectativa é que um patamar elevado de cortes e superávit viesse a se concretizar em um ano de eleição – onde o governo acaba gastando mais para não perder a eleição. Com o possível aumento de impostos, abre o caminho para gastos maiores mantendo o mesmo patamar de superávit. 

O corte no orçamento agradou o mercado, que impulsionou o Ibovespa ontem e vai mantendo a alta neste pregão. O governo anunciou os cortes correspondentes a todo o setor público consolidado, buscando com isso manter os fundamentos da economia e a confiança dos investidores internacionais e do mercado interno.

Dos R$ 44 bilhões, R$ 13,5 bilhões são despesas obrigatórias e R$ 30,5 bilhões correspondem a despesas discricionárias. As previsões do governo foram feitas com base na manutenção dos seguintes parâmetros da economia brasileira: o superávit primário de 1,9% do PIB; inflação de 5,3% e dólar na faixa de R$ 2,44.

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(Com Agência Reuters)