Governo estuda correção do teto do Simples em até 70%

Sem reajuste desde 1999 teto das microempreas poderia subir de R$ 120 mil para R$ 204 mil e o das pequenas empresas de R$ 1,2 milhão para R$ 2,04 milhões

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SÃO PAULO – Em entrevista nesta segunda-feira o atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, afirmou que já teria entrado com pedido junto ao Ministério da fazenda para que o teto de faturamento das empresas optantes pelo regime Simples de tributação seja revisto.

A afirmação foi feita durante o discurso do ministro no 4º Fórum Permanente da Micro e Pequena Empresa. Furlan lembrou ainda que o fato do teto não ser corrigido desde 1999 estaria excluindo do Simples empresas que tradicionalmente teriam direito à participar deste regime tributário.

Correção de até 70%

O Simples foi criado para reduzir e simplificar a carga tributária das micro e pequenas empresas do país. Através do Simples (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte) as empresas autorizadas a participar do sistema podem unificar seis impostos e contribuições através da adoção de uma alíquota única que varia entre 2,5% e 8% e incide sobre sua receita bruta mensal.

A intenção do ministro é elevar o teto máximo permitido de faturamento anual entre 50% e 70% de forma a facilitar a vida de um número maior de empresas, que passariam a ser autorizadas a integrar o Simples. O ministro afirmou que a correção do teto em 70% seria suficiente para recompor a inflação nos preços ao consumidor desde 1999.

Caso o ministério da Fazenda concorde com o reajuste, o novo teto de faturamento anual para as microempresas seria de R$ 204 mil frente aos R$ 120 mil atuais. Para as pequenas empresas o teto subiria dos atuais R$ 1,2 milhão pata R$ 2,04 milhões.

Teto pode excluir exportações

Além da correção do teto de inclusão no Simples o ministro afirmou que pretende pedir ao ministério da Fazenda que exclua desde limite o faturamento obtido através de exportação.

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Dentro deste contexto, o ministro anunciou que o governo também estuda um pacote de medidas para desburocratização das exportações, especialmente no que diz respeito às micro e pequenas empresas. Finalmente, Furlan informou que deve ser lançado em breve um programa de incentivo ao microcrédito para estimular a formação de novos pequenos empresários.