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SÃO PAULO – O acionamento das usinas térmicas, que produzem energia a um custo maior, leva o governo a estudar alternativas para evitar que o impacto dessa despesa extra seja sentido apenas pelos consumidores, informou à imprensa o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, após reunião com o setor na véspera. Lobão ainda voltou a afirmar que não há risco de desabastecimento.
Com isso, o governo garante que o corte, na média, de 20,2% na conta de luz, conforme prometido no fim do ano passado, não será afetado. Entretanto, o ministro não revelou como e quem dividiria essa conta.
Com o retorno das chuvas, as térmicas deverão começar a sair de operação a partir do fim de abril, ao serem desligadas primeiro as usinas mais caras, declarou Hermes Chipp, presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a jornais. Se elas continuassem até dezembro, o impacto seria de 3% na conta de luz, estima, ao citar dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).