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SÃO PAULO – O governo da Espanha avalia a possibilidade de pedir ajuda ao EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) e ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para recapitalizar os bancos do país, de acordo com o jornal local Expansión.
De acordo com a matéria, que não identifica fontes, o novo primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, estaria estudando recorrer a empréstimos dos organismos internacionais para que o país tenha condições de ajudar o sistema bancário a se reestruturar e a cumprir as novas exigências em termos de índice de capital Core Tier 1.
A EBA (Autoridade Bancária Europeia) calcula que os bancos do país precisam de mais de € 26 bilhões para atingir o índice de capital Core Tier 1 de 9% exigido pela autoridade reguladora europeia até junho de 2012. De qualquer forma, os grandes bancos garantiram que não precisarão de ajuda do governo para atingir esse objetivo.
Medidas fiscais
A situação fiscal espanhola também está no foco do mercado nesta jornada. Após anunciar na semana passada, que o déficit público vai superar 8% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2011, o governo da Espanha deve discutir com a Comissão Europeia novas medidas de consolidação fiscal nas próximas semanas.
O objetivo do encontro, segundo agências internacionais, é acordar ações para compensar o desvio do saldo negativo das contas públicas espanholas, uma vez que a previsão anterior era de 6%.
“À medida em que há um desvio do déficit em torno de 8%, dois pontos a mais do que o previsto, há um diálogo entre nós e as autoridades espanholas”, afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Olivier Bailly.
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Ele deixou claro, no entanto, que compete ao governo decidir que atitudes adicionais tomar para corrigir o desvio do déficit. Bailly elogiou o pacote “significativo” no valor de € 15 bilhões de medidas de austeridade aprovado por Madri na semana passada, mas lembrou que o montante equivale a 1,5% do PIB, o que é inferior ao desvio de 2%.