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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou há pouco que a meta de superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) aumentará de aproximadamente R$ 81,8 bilhões para R$ 90,8 bilhões este ano. Vale lembrar que superávit primário é o resultado da conta entre arrecadação e gastos do Governo, excluídos os juros da dívida pública.
“A parte do governo federal é aproximadamente R$ 81 bilhões. Eu estou anunciando um aumento para R$ 91 bilhões de [superávit] primário a ser realizado em 2011. Ou seja, R$ 10 bilhões a mais de resultado primário que nós vamos cumprir em 2011”, disse.
O anúncio de que o Governo terá de economizar mais foi feito em entrevista coletiva no Ministério da Fazenda, após a reunião do Conselho Político, realizada no Palácio do Planalto, nesta segunda -feira (29).
Mantega destacou que o ajuste não se dará à custa de cortes adicionais, não comprometendo os programas sociais do Governo. O objetivo é evitar a elevação de gastos recorrentes, abrindo possibilidade para uma redução mais rápida na taxa básica de juros.
O crescimento econômico também foi levado em consideração na decisão do Governo. Na terça-feira passada (23), em audiência no Senado Federal, o ministro Guido Mantega admitiu que o crescimento não seria mais 4,5%, como o governo estimava, e sim 4%.
Acumulado do ano
Nos sete meses do ano, o superávit primário do setor público consolidado chegou a R$ 91,979 bilhões, contra R$ 43,588 bilhões registrados de janeiro a julho de 2010. A meta para este ano é R$ 117,9 bilhões. O Governo Central registrou superávit de R$ 66,307 bilhões, enquanto os governos estaduais contribuíram com R$ 21,711 bilhões e os municipais, com R$ 2,050 bilhões. As empresas estatais registraram R$ 1,911 bilhão. Esse superávit representa 78% da meta para o ano.