Governo e China levam Morgan Stanley a reduzir projeção do PIB do Brasil

Equipe de análise do banco revisou estimativas de crescimento, que passou de 2,8% para 2,5%; já EUA teve projeções elevadas

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SÃO PAULO – Em relatório, o Morgan Stanley destacou que vê cenários diferentes para as economias do mundo. Enquanto alguns países – principalmente os latino-americanos – parecem enfrentar ainda o crepúsculo, outros, caso dos Estados Unidos, estão voltando a ver o dia amanhecer. 

Neste cenário, os economistas e analistas do banco, Gray Newman, Luis Arcentales, Daniel Volberg e Arthur Carvalho revisaram as suas projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Para o Brasil, a equipe vê alta de 2,5% para a atividade brasileira em 2013, ante expectativa anterior de 2,8%. Para 2014, as projeções também se mostraram menos otimistas, passando de 3,4% para 3,2% no ano.

A revisão para baixo foi motivada, segundo a equipe, em boa parte devido ao crescimento desapontador no começo deste ano, principalmente por implicações internas, com destaque para as políticas do governo e vendo ainda muitas dificuldades para o desenvolvimento do País. Contudo, outra parte do crescimento baixo se deve, assim como em outros países da região, ao fato de que a demanda global pelos principais produtos da pauta de exportação nacional vem em queda.

Desta forma, os analistas revisaram para baixo boa parte das suas projeções para a região. Para a América Latina, a expectativa é de crescimento de 2,7% no ano, contra 3,1% projetados anteriormente. 

Segundo a equipe do Morgan Stanley, talvez o mais preocupante seja o fato de que a América Latina se divide em volta de dois blocos: México se beneficia dos Estados Unidos – com alguma defasagem – enquanto os outros países sofrem com a desaceleração chinesa. Apesar de não ver como um caso central, o banco destaca que na última década, enquanto o Brasil e o resto da América Latina vivia um boom de venda de commodities, o México patinava. 

“Suspeitamos que a maior parte da fraqueza da região seja reflexo do ‘crepúsculo’ em boa parte do mundo, mas é difícil descartar o cenário de ‘dois blocos’ para os países emergentes”, apontam.

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Estados Unidos têm projeções revistas para cima enquanto China, para baixo
Já para os EUA, os ventos são mais favoráveis, com a recuperação do setor de construção residencial e o consumo das famílias ficando mais saudável. Com isso, as projeções para o crescimento norte-americano subiram de 1,6% para 1,9% em 2013.

Por outro lado, o gigante econômico asiático – a China – teve suas projeções revisadas para baixo, passando de um PIB de 8,2% para 7,6% no ano. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.