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SÃO PAULO – A queda nos preços das commodities agrícolas e a diminuição da demanda global por grãos levaram o governo norte-americano a aumentar os recursos destinados a programas que subsidiam a agricultura do país, alcançando o maior suporte a exportações do setor agrícola desde 1992.
Conforme reportado pela agência Bloomberg, entre 1º de outubro de 2008 e 6 de abril deste ano, o governo alocou cerca de US$ 4,35 bilhões no programa de garantia de crédito para exportação, de forma a subscrever empréstimos de bancos estrangeiros para garantir a compra de milho, trigo e produtos agrícolas do país.
O aporte relativo à primeira metade do ano fiscal iniciado em outubro passado já representa um aumento de 40% frente ao total alocado no ano fiscal de 2008 e quase o triplo do total registrado em 2007.
Maiores beneficiados
As maiores beneficiadas do impulso no programa, que existe desde 1981, são Cargill, Archer Daniels Midland e Bunge. No primeiro trimestre de 2009, o lucro das duas primeiras recuou 68% e 98%, respectivamente, enquanto a última registrou o segundo prejuízo consecutivo.
Vale ressaltar que a atitude do governo norte-americano de sustentar as exportações agrícolas seguiu as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, de queda de 17% nas encomendas.
Reclamações
Os subsídios do governo norte-americano ao setor agrícola já gerou diversas objeções de outros países produtores de grãos na OMC (Organização Mundial do Comércio), incluindo o Brasil.