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SÃO PAULO – O drama sobre a nacionalização das instituições financeiras poderá ter mais um capítulo em breve. Segundo informações do jornal Financial Times, o tesouro do Reino Unido poderá aumentar para 70% sua participação no capital do banco Lloyds.
Atualmente, o Estado já possui fatia correspondente a 43% do capital votante do banco, cuja delicada situação financeira teria sido agravada pela aquisição do HBOS, casa de crédito especializada em hipotecas, concretizada logo antes do agravamento da crise.
Proteção de ativos
A negociação entre o poder público e o banco está inserida no quadro do programa de proteção de ativos elaborado pelo governo do país. Uma das possibilidades em discussão consiste na incorporação pelo estado de ações preferenciais – com pagamento de dividendos prioritário, mas sem direito a voto -, até que fossem atingidos os 70% de participação.
Por outro lado, o conselho de administração do Lloyds também estudaria a conversão dos £ 4 bilhões em papéis preferenciais já detidos pelo Estado para ações ordinárias.
A medida seria vista com bons olhos pelo ministro das Finanças do país, Alistair Darling, elevando a participação do governo na empresa para algo próximo a 60% do capital votante.