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Governo desiste de injetar R$ 3,5 bilhões na Eletrobras; Petrobras deslistará ações na Argentina e mais destaques

Confira os destaques da B3 na sessão desta segunda-feira

(Divulgação/Eletrobras)
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No Radar InfoMoney desta segunda-feira destaque à Eletrobras, com governo desistindo injetar R$ 3,5 bilhões no capital da elétrica; à Petrobras com deslistagem na Argentina; e ao Burger King com emissão de R$ 400 milhões em debêntures.

Eletrobras

A Folha traz que o governo enterrou de vez os plano de injetar R$ 3,5 bilhões na Eletrobras para tornar a estatal mais atraente para os investidores privados. A iniciativa fazia parte de uma MP editada em abril, que buscava ressarcir a estatal por despesas com combustíveis realizadas pelas distribuidoras.

Sem a medida, a estatal vai assumir as dívidas das subsidiárias, o que a torna menos interessante aos olhos dos investidores. O governo prevê arrecadar R$ 18 bilhões com a privatização pelo novo modelo.

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Além disso, irá adotar uma estratégia de corpo a corpo com parlamentares para angaria apoio ao projeto de lei que abrirá caminho à privatização da empresa. Segundo a publicação, nas últimas semanas, o ministro Bento Albuquerque fez reuniões com partidos como PSL, Novo, DEM, PP, PL e MDB para apresentar a nova proposta de aumento de capital, que seria enviada ao Congresso via projeto de lei.

Bradesco

A diretoria do Bradesco decidiu submeter ao Conselho de Administração, que deliberará, em reunião a ser realizada em 17 de outubro proposta para pagamento de dividendos extraordinários, à conta de reservas de lucros existentes, no valor total de R$ 8 bilhões, sendo R$ 0,948654134 por ação ordinária e R$ 1,043519547 por ação preferencial.

Serão beneficiados os acionistas que estiverem inscritos em 17 de outubro, passando as ações a ser negociadas “ex-direito” aos dividendos extraordinários a partir de 18 de outubro. O pagamento ocorrerá em 23 de outubro pelo valor declarado, não havendo retenção de Imposto de Renda na Fonte, nos termos do Artigo 10 da Lei no 9.249/95, e não será computado no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previstos no estatuto social.

“Os dividendos extraordinários serão pagos adicionalmente aos juros sobre o capital próprio mensais, intermediários e complementares a ser declarados no final do exercício; e o montante a ser pago corresponde a, aproximadamente, 65 vezes o valor dos juros sobre o capital próprio mensalmente pagos”, informou Bradesco em fato relevante.

Petrobras

A Petrobras informou que a Comisión Nacional de Valores (CNV), órgão regulador do mercado de capitais argentino, autorizou a retirada de suas ações do regime de oferta pública, dispensando a companhia de promover uma oferta pública de aquisição de ações de acordo com a Resolução Geral 779 da CNV.

De acordo com as normas vigentes na Argentina, a Petrobras estabeleceu que a retirada do regime de oferta pública ocorrerá em 04 de novembro. Assim, as ações da Petrobras deixarão de ter uma oferta pública na Argentina, sendo esse o seu último dia de negociação naquele mercado.

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Após essa data os acionistas da Petrobras na Argentina poderão manter suas ações depositadas na Caja de Valores (agente de custódia do mercado argentino) ou vende-las nos mercados em que a ações da Petrobras continuam negociadas.
Durante os quatro meses após a deslistagem os acionistas argentinos poderão utilizar o BBVA Banco Francés S.A. (BBVA) para assessorá-los na venda de suas ações na bolsa brasileira (B3) com os custos de corretagem pagos pela Petrobras.
Após esse período, a assessoria do BBVA continuará disponível aos acionistas argentinos por um período adicional de 6 meses, porém o custo de corretagem, de 0,40% do valor de venda das ações, deverá ser pago pelo próprio investidor.

Caixa

A Caixa vislumbra para o início do próximo ano, possivelmente em fevereiro, para tentar executar o plano abertura de capital da Caixa Seguridade. A operação seria nos moldes da realizada pelo BB Seguridade, diz a Coluna do Broadcast.

Já o Globo informa que o governo quer quebrar o monopólio da Caixa como operadora do FGTS e dar esse direito a outros bancos. Assim instituição privadas poderiam financiar com esse recursos habitação, saneamento e infraestrutura.

Burger King

O Burger King fará a emissão de R$ 400 milhões em debêntures, restrita a investidores profissionais. Os recursos captados por meio da emissão serão destinados aos negócios de gestão ordinária da companhia, incluindo, sem limitação, fluxo de caixa e/ou despesas de capital ou investimento em bens de capital (Capex).

As debêntures da 1ª Série terão prazo de vencimento de cinco anos a contar da data de emissão, se emitidas, e as da 2ª Série terão prazo de vencimento de sete anos contados da data de emissão, se emitidas, ressalvadas, em ambos os casos, as hipóteses de vencimento antecipado e de resgate antecipado previstas na escritura de emissão.

Natura

A Natura informou que o conselho de administração aprovou a constituição de uma subsidiária controlada pela companhia localizada no Equador.

Já a Avon prevê que acordo com Natura seja finalizado no início 2020, destacou a Bloomberg.

Telefonica, TIM e Oi

O jornal espanhol Expansión informa que a Telefónica, a TIM e a América Móvil, dona da Claro, negociam realizar de forma conjunta uma oferta pela Oi. A intenção seria comprar as operações da tele brasileira, em recuperação judicial, e depois compartilhar os ativos.

Unidas

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A Unidas aprovou o desdobramento da totalidade de suas ações, sem diluição das participações acionárias, com cada ação ordinária sendo desdobrada em três. O capital social permanecerá no montante de R$ 2,006 bilhões, divididos em 447.729.411 ações.

A empresa aumentou ainda o limite do capital autorizado de R$ 1,5 bilhão para até R$ 4 bilhões, “visando dar maior flexibilidade para eventuais futuros aumentos do capital social”.

Tegma

O Itaú BBA reafirmou em relatório o rating outperform para as ações da Tegma, com a introdução de um preço-alvo de R$ 43 para 2020, superior aos R$ 28,8 para 2019.

“Somos construtivos na divisão automotiva da Tegma, tanto em volumes quanto em maior eficiência operacional, o que deve aumentar as margens no futuro”, destacam os analistas Renata Faber, Thais Cascello e Julia Hupperich.

Segundo os especialistas espera-se que uma melhoria operacional contínua, com baixas necessidades de investimentos, proporcionando uma geração de caixa significativa e possibilitando uma posição financeira ainda mais saudável.

“Nosso preço-alvo implica um potencial positivo de 34,4%, e vemos a negociação de ações em 13,3x P / E e 8,1x EV / EBITDA em 2020. Também estimamos um rendimento de dividendos muito atraente e retornos sólidos”, destacaram.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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