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SÃO PAULO – Portugal deve esperar “mensagens” sobre crescimento e criação de emprego junto com pesados aumentos tributários em um esboço do orçamento de 2013 que o governo apresentará na próxima segunda-feira, afirmou o primeiro-ministro do país, Pedro Passo Coelho.
Coelho afirmou a repórteres nesta segunda-feira que Portugal tem que permanecer focado em reduzir seu déficit fiscal para cumprir as metas segundo o resgate da União Europeia e FMI (Fundo Monetário Internacional), com objetivo de evitar ter que buscar um resgate adicional.
Isso significa que o país não pode ter nenhum intervalo no orçamento a ser apresentado ao Parlamento em 15 de outubro.
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“É um orçamento difícil, o mais difícil segundo o resgate”, disse ele, negando rumores de que a coalizão do governo estaria dividida sobre o aumento tributário, cujos detalhes gerais foram anunciados na semana passada.
“As metas de déficit foram aliviadas, mas…os portugueses devem se preparar para este orçamento difícil com um aumento bastante significativo na carga tributária.”
No mês passado os credores internacionais de Portugal concordaram em aliviar suas metas de déficit ligeiramente e dar ao país mais tempo para cumprir os objetivos. A meta para o ano que vem é de 4,5% do PIB, ante 5 por cento para este ano.
O país enfrenta sua pior recessão desde a década de 1970 e o governo espera que a economia encolha 1 por cento no ano que vem, após contração de 3 por cento em 2012.