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SÃO PAULO – O governo da China manteve a postura censora frente à internet e reiterou os controles estatais na rede, mesmo após o Google ter ameaçado deixar o país e fechar seus escritórios em Pequim.
Para Wang Chen, ministro de Informações da China, as maiores ameaças da internet são o risco de fraudes, “rumores” e a pornografia. O político ressaltou que a internet deve ajudar a “guiar a opinião pública”.
Sem cessão
Apesar de não citar diretamente o Google, o ministro afirmou que seu país não pode ceder a pressões dos EUA e de outros países para a retirada das restrições da internet, uma vez que a China era vítima de hackers.
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“Nosso país está em um estágio crucial de desenvolvimento e reforma, e esses períodos são marcados por conflitos sociais”, disse Wang, completando que “guiar adequadamente a opinião da internet é uma medida para proteger a informação segura da rede”.
Ataques eclodem
O Yahoo! pode ter sido uma das vítimas, conforme informado por fontes à agência Bloomberg, em referência a um dos ataques “altamente sofisticados” de hackers a companhias, como citado pelo Google.
Além dos websites, a Adobe Systems – produtora dos programas Photoshop e Reader –, disse que seus sistemas também foram atacados, em uma tentativa “sofisticada e coordenada”.