Governo cumpre com folga meta do superávit primário entre janeiro e maio

De acordo com BC, superávit primário chegou a 5,87% do PIB nos cinco primeiros meses do ano, acima da meta com FMI

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SÃO PAULO – De acordo com os dados da Nota da Política Fiscal, divulgada nessa sexta-feira, dia 25 de junho, pelo Banco Central, o setor público não-financeiro do país apresentou, em maio, um superávit primário de R$ 5,8 bilhões, frente a um superávit de R$ 11,9 bilhões do mês de abril de 2004.

Dessa maneira, o superávit primário no acumulado de 2004 correspondeu a 5,87% do PIB (Produto Interno Bruto), acima da meta estipulada com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que é de 4,25% do PIB. Na comparação com os primeiros cinco meses de 2003, o superávit primário apresentou uma queda, já que no mesmo período do passado o superávit primário foi de R$ 37 bilhões, ou 6,22% do PIB.

Governo central apresenta bom desempenho

O superávit primário alcançado no mês de maio se deve em grande parte ao bom resultado alcançado pelo governo central, com destaque para o governo federal. Assim, o governo central, representado pelo governo federal, Bacen e INSS, apesar de ter tido um superávit menor que no mês anterior, contabilizou um acumulado no ano de R$ 30,232 bilhões (4,63% do PIB), frente a um saldo positivo de R$ 28,450 bilhões (4,79% do PIB) do mesmo período de 2003.

Destaque principalmente para o crescimento do superávit do governo federal, que passou de R$ 36,252 bilhões (6,10% do PIB) nos primeiros cinco meses de 2003 para R$ 40,53 bilhões (6,21% do PIB) no mesmo período desse ano. Contrariando esta tendência, o INSS ampliou o seu déficit primário na mesma comparação, que passou, assim, de R$ 7,728 bilhões para R$ 10,23 bilhões.

Empresas estatais registram pior desempenho

Se o INSS ampliou ainda mais o seu déficit primário no período, o quadro também foi pior com relação às empresas estatais, que saíram de um superávit primário de R$ 640 milhões nos primeiros cinco meses do ano passado para um déficit primário de R$ 466 milhões no mesmo período de 2004.

A maior responsabilidade deste fato é, sem dúvida, das empresas estatais federais, que apresentaram uma ampliação grande no déficit primário para R$ 1,733 bilhão nos primeiros cinco meses deste ano, frente ao mesmo período do ano anterior, quando foi apresentando um déficit de R$ 868 milhões.