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O governo confirmou que pretende estipular como meta para o racionamento de energia no próximo ano uma taxa de redução do consumo de 5%. O ministro das minas e energia, José Jorge, declarou que a meta de 5% será estipulada mesmo que não chova no próximo ano como necessário. Segundo o ministro, os movimentos do governo para controlar o consumo e a oferta de energia irão garantir a redução da meta.
Redução do consumo e maior oferta garantem metas menores
Para 2001, o plano de racionamento do governo estipulou uma redução do consumo de energia a uma taxa de 20% para as regiões em que as chuvas eram escassas e os níveis dos reservatórios preocupantes. Com isso, segundo o ministro, a população brasileira se acostumou a gastar menos energia e a tendência é de que isso continue.
Além disso, o ministro lembra que o governo também atuou no aumento da oferta de energia elétrica, mesmo que os efeitos positivos de novas concessões de hidroelétricas só tragam um aumento efetivo da oferta de energia a partir de 2003. Em 2002, as termoelétricas que compõem o Programa Emergencial de Termoeletricidade do governo é que deverão assegurar a expansão da oferta energética.
O ministro José Jorge declarou à imprensa do governo que em fevereiro o governo fazer uma nova avaliação e que as perspectivas são de que, mesmo que ocorra o pior ano hidrológico, haverá condições de garantir uma disponibilidade de energia que corresponde à meta de 5%.
Reajustes de tarifas e metas menores caracterizam a transição
O governo anunciou tarifas maiores e metas de racionamento mais brandas para o consumo de energia até o próximo ano, configurando o período de transição. Por conta da queda compulsória do consumo de energia, o governo teve de propor uma política atrativa para as empresas do setor elétrico, com um pacote de medidas que deverá ressarcir as elétricas das perdas de receitas apuradas no período do racionamento. Neste sentido, além de uma linha de crédito disponibilizada junto ao BNDES, o governo liberou um reajuste de tarifas de 2,9% para consumidores residências e de serviços e de 7,9% para o comércio e para a indústria.
Em novembro, o governo anunciou a redução das metas em todas as regiões, priorizando ainda cidades com atividades turísticas, segundo o critério da Embratur. Assim, a região Nordeste teve a meta de 20% reduzida para 17% e para 12% no caso de cidades turísticas, enquanto que no Sudeste o racionamento foi reduzido para 12% e 7% para cidades turísticas. Já a região Norte saiu das exigências de redução do consumo de energia. Outra opção é reduzir 20% o consumo sobre a média registrada pelo consumo no trimestre que é composto pelos meses de verão do ano passado, prevalecendo a que considerar o maior consumo de energia