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SÃO PAULO – O governo brasileiro revisou para baixo sua projeção para o crescimento da economia doméstica em 2012, passando de 4,5% para 4%, por conta do difícil momento da economia global e os desafios inerentes a esse quadro.
A crise internacional tende a afetar o crescimento e reduzir o volume de comércio dos países emergentes, entre eles o Brasil, segundo documento assinado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Entretanto, o governo acredita que o Brasil esteja mais preparado do que em 2008 para enfrentar as incertezas causadas pela estratégia de austeridade fiscal europeia, além dos riscos de saída da Grécia da Zona do Euro e de problemas no sistema financeiro na União Europeia e nos EUA.
As perspectivas do governo brasileiro para a economia país, entretanto, ainda estão bem acima do esperado pelo mercado. Segundo o boletim Focus revelado pelo Banco Central na segunda-feira (21), as estimativas para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) doméstico para este ano caiu de 3,2% no documento anterior para 3,09%.
Desafios para 2012
No relatório, o Ministério da Fazenda aponta os principais desafios para o crescimento da economia brasileira neste ano. Destes, fazem parte as necessidades de acelerar o crescimento em um cenário mundial adverso, dinamizar investimentos, fortalecer o mercado interno, além de manter a solidez fiscal, o câmbio favorável e o controle da inflação.
A redução do custo financeiro com ampliação de crédito e redução das taxas de juros, a reforma tributária e a redução dos custos de energia, logística e infraestrutura também foram citados como obstáculos a serem superados neste ano.