Contra corte

Governo aposta em transparência para reverter risco de rebaixamento pela Moody’s

Prevista para julho, a missão da agência chegará ao Brasil para revisar a rating brasileiro em meio ao quadro de difícil recuperação da atividade econômica e definição sobre a mudança da meta fiscal

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O governo ainda não jogou a toalha e vai tentar reverter o risco de rebaixamento da nota do Brasil pela agência classificadora de risco Moody’s. Prevista para julho, a missão da agência chegará ao Brasil para revisar a rating brasileiro em meio ao quadro de difícil recuperação da atividade econômica e definição sobre a mudança da meta fiscal.

 

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que a equipe econômica se comprometeu a garantir uma política absolutamente transparente com as agências de rating, tanto em relação às condições reais da economia quanto aos riscos de descumprimento da meta fiscal.

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Se ficar claro que o superávit primário das contas do setor público não será atingido, o compromisso do governo é não “esconder” a situação e fazer a mudança da meta o quanto antes para evitar a repetição dos erros da equipe anterior que minaram a credibilidade do País junto aos avaliadores do rating brasileiro.

 

Fontes informaram que os sinais recebidos são de que a Moody’s, agência conhecida pelo comportamento mais errático do que o das concorrentes Fitch e Standard & Poor’s, poderá promover o rebaixamento diante do quadro econômico atual ainda muito desfavorável. Neste caso, a nota do Brasil cairia de “baa2” para “baa3” – nível mais baixo do grau de investimento – adotando movimento semelhante ao da S&P no ano passado.

 

A missão da Moody’s será chefiada pelo analista sênior para rating soberano da agência, Mauro Leos. O trabalho de convencimento do governo para evitar o rebaixamento será ancorado na exposição de que as políticas adotadas recentemente são consistentes e garantem um sistema de preços “justo” na economia.

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Essas mudanças estão garantindo, na visão da equipe econômica, previsibilidade e estabilidade, pontos levados em consideração pelas agências.

 

“Está difícil, mas o papel do governo é mostrar a tendência de médio e longo prazo com a correção de políticas. Esse é o nosso plano”, disse uma fonte do governo. Não se espera mudança nem da S&P nem da Fitch em 2015.

 

Ainda com dificuldades para garantir o ajuste fiscal, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que conseguiu evitar a perda do grau de investimento este ano pela S&P, alertou na semana passada que o downgrade não é um risco que foi eliminado”. Com essa advertência, buscou também mais apoio às medidas fiscais não apenas no Congresso, mas no próprio governo.