R$ 2 tri no caixa

Governo anuncia plano de privatização de Correios, Telebras e mais estatais

Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que a carteira do PPI pode chegar a quase R$ 2 trilhões

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Jair Bolsonaro e Paulo Guedes
(Isac Nóbrega/PR)

SÃO PAULO – O governo anunciou nesta quarta-feira (21) nove empresas públicas que foram incluídas na lista de privatizações, com nomes como Correios, Telebras e a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Em coletiva, Onyx Lorenzoni, ministro-chefe da Casa Civil, afirmou que a carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) pode chegar a quase R$ 2 trilhões. A carteira total inclui a privatização de 11 ferrovias, 21 portos e 22 aeroportos.

Foram incluídas na lista hoje: a Telebras (TELB4), Correios, Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Empresa Gestora de Ativos (Emgea), Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), e Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF).

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Mais cedo, jornais apontaram que a lista incluía 17 empresas. Durante a coletiva, Salim Mattar, secretário de Desestatização, explicou que atualmente existem “17 ativos à venda no pipeline do PPI”, mas que hoje foram incluídos apenas nove. Além disso, ele explicou que este número pode variar a cada reunião.

Questionado sobre a privatização da Petrobras – após notícias vazadas nesta tarde -, o ministro ressaltou que já foram privatizadas a BR Distribuidora e a TAG. Onyx disse ainda que o governo não incluiu a petroleira na lista porque o Ministério de Minas e Energia ainda está fazendo estudos.

A Eletrobras (ELET3; ELET6) não foi citada nesta lista porque já estava nos planos do governo. Mais cedo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, afirmou que a companhia elétrica deverá ser privatizada “o mais rápido possível”. A privatização neste caso depende de aval do Congresso.

Onyx defendeu ainda o governo, dizendo que a política atual é “objetiva e visa reduzir tamanho do Estado”. Sobre o BNDES, o ministro destacou que o banco irá atuar em duas pontas, uma em parceria com equipes ministeriais e outra na formulação e análise dos projetos de privatização.

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