Goldman reduz nível de tomada de risco para mínima em 7 anos

Instituição corta tomada de risco pelo terceiro ano seguido; em 2012, média diária foi de US$ 86 milhões

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SÃO PAULO – O Goldman Sachs reduziu seu nível de tomada de risco pelo terceiro ano consecutivo, com potenciais perdas relacionadas a posições de corretagem caindo ao menor nível em sete anos, num reflexo da posição mais cautelosa da instituição.

A média diária de tomada de risco do banco de Wall Street em 2012 foi de 86 milhões de dólares, queda de 24 por cento sobre o ano anterior, segundo comunicado da instituição à Securities and Exchange Commission, nesta sexta-feira.

A média mostra quanto dinheiro o Goldman Sachs estima que pode perder em média em um dia, com 95 por cento de confiança.

O Goldman Sachs não está sozinho na redução dos riscos. Em média, seus quatro maiores rivais de Wall Street –Morgan Stanley e as áreas de corretagem de JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup– divulgaram declínio de 21 por cento na média diária da métrica “value-at-risk”.

Uma tomada menor de risco mostra que as instituições estão aplicando pelo menos parte das lições da crise financeira internacional e sobre seus efeitos. Mas ainda não está claro o quanto disso é produzido pelas condições do mercado e quanto vem de mudanças em modelos de cálculo de risco.

Autoridades regulatórias, por exemplo, aprovaram no ano passado um novo modelo para o Morgan Stanley que aumentou a ênfase em volatilidade de curto prazo. Como resultado, as perdas que ocorreram em 2007 e 2008 tiveram menos impacto. Os números do banco agora são mais comparáveis a seus competidores, informou o Morgan Stanley esta semana.

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O nível de tomada de risco do Goldman Sachs em 2012 foi o menor desde 2005, quando o banco divulgou um valor médio diário de 70 milhões de dólares. No pico de 2009, o valor estava em 218 milhões.

(Por Lauren Tara LaCapra)