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O Goldman Sachs elevou suas projeções de preços de energia para 2026, 2027, 2028, 2029 e 2030 para R$ 300, R$ 240, R$ 250, R$ 260 e R$ 270 por Megawatt-hora (MWh), respectivamente.
Segundo o banco, o novo modelo de formação de preços, com parâmetros de maior aversão ao risco, que está em vigor desde janeiro de 2025, elevou significativamente os níveis de preços.
No nível de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), o Goldman está ligeiramente acima do consenso para Axia (AXIA3), com estimativas 4% e 3% acima do consenso Bloomberg para 2026 e 2027, e para Copel (CPLE3), com potencial de alta de 7% e 6% nesses mesmos anos.
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Para Auren (AURE3), o banco projeta números abaixo do consenso (4% e 6% inferiores em 2026 e 2027). Já para Cemig (CMIG4), as estimativas estão praticamente alinhadas ao consenso em 2026 e 4% abaixo em 2027. No caso de Engie Brasil (EGIE3), o EBITDA projetado está, em média, 2% abaixo do consenso para 2026 e 2027.
Axia (AXIA3) é top pick
O Goldman Sachs reitera Axia como sua principal escolha em geração de energia, destacando o potencial de alta nos resultados e a avaliação atrativa, com rendimento de dividendo (dividend yield) estimado entre 9% e 11% para 2026 e 2027 e taxa interna de retorno (TIR) real de cerca de 11%, apesar da valorização próxima de 100% nos últimos 12 meses.
O banco também elevou seus preços-alvo para AXIA3, AXIA6 e AXIA em 20%, 25% e 24%, respectivamente, passando para R$ 67,00, R$ 75,00 e US$ 12,90.
A companhia é vista como a principal beneficiária de preços mais altos de energia entre as cobertas, devido à maior parcela de capacidade descontratada nos próximos anos.
Além disso, o banco destaca (i) espaço para novas iniciativas de otimização de ativos, como a possível venda de ações convertidas da ISA Energia, que poderia gerar cerca de R$ 4 bilhões em liquidez adicional; ii) trajetória clara de aumento de dividendos; iii) potencial migração para o Novo Mercado, o que pode aumentar a liquidez das ações, fortalecer a governança corporativa e simplificar a estrutura da companhia.
Auren (AURE3)
Por outro lado, o Goldman Sachs rebaixou a recomendação de Auren de compra para neutro, com preço-alvo de R$ 14, o que fez as ações caírem cerca de 1% no início da sessão da sexta-feira. Apesar de ser a empresa mais exposta aos preços de energia no longo prazo entre as cobertas, com 100% do valor da firma ligado à geração e comercialização, a companhia possui alto nível de contratação no curto e médio prazo.
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Com isso, na avaliação do banco, além de não capturar a alta de preços no curto prazo, seus resultados em 2026 e 2027 podem ser negativamente impactados dependendo da evolução do GSF, já que a empresa pode ter posição líquida vendida em energia, o que implicaria custos mais elevados com compras no mercado spot.
O banco também destaca a ausência de catalisadores no curto prazo, tanto pela menor exposição aos preços de energia quanto à queda de juros (apenas 20% da dívida líquida está atrelada ao CDI). Ainda assim, a TIR real estimada para o capital próprio é de 14,4%, cerca de 4 pontos percentuais acima da média do setor, devendo permanecer elevada no horizonte previsível.
Copel (CPLE3)
O Goldman reiterou recomendação de compra para a Copel, ao avaliar que a companhia está bem posicionada para entregar uma combinação positiva de maior remuneração aos acionistas, com oportunidades seletivas de crescimento com valor presente líquido (VPL) positivo, além de uma avaliação considerada atrativa, com TIR real em torno de 11%.
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Além disso, o banco elevou seu preço-alvo para a Copel em 11%, para R$ 18,80 por ação.
CPFL (CPFE3)
O Goldman Sachs elevou o preço-alvo de CPFE3 em 14%, para R$ 49,00 por ação. O banco ajustou levemente suas estimativas de EBITDA ajustado para 2027 (excluindo VNR), com queda de 1%, enquanto manteve inalteradas as projeções para 2026. Além disso, passou a incorporar suas estimativas para 2028.
Apesar de considerar a CPFL Energia um ativo defensivo de alta qualidade para exposição ao setor, o Goldman manteve recomendação neutra, diante da ausência de catalisadores no curto prazo.
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Cemig (CMIG4)
O Goldman Sachs elevou o preço-alvo de CMIG4 em 4%, para R$ 9,60 por ação, e de CIG (ADR) em 6%, para US$ 1,90 por ação. As estimativas de EBITDA ajustado para 2027 (ex-VNR) foram revisadas para cima em 3%, com 2026 inalterado. O banco também passou a incluir suas projeções para 2028.
A recomendação segue de venda. O Goldman reconhece os esforços da gestão em melhorar a eficiência de custos e alienar ativos não essenciais, mas avalia que, enquanto a companhia permanecer como estatal, o potencial de valorização é limitado. Atualmente, a empresa negocia com uma TIR real em torno de 7,5%.
Engie (EGIE3)
O Goldman Sachs elevou o preço-alvo de EGIE3 em 19%, para R$ 32,00 por ação. As estimativas de EBITDA ajustado foram revisadas levemente para cima, com alta de 3% para 2026 e 2% para 2027.
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Ainda assim, a recomendação permanece de venda. O Goldman avalia que a Engie Brasil negocia a uma valuation exigente, com TIR real de cerca de 8,8%, abaixo dos pares (em torno de 10,5%), em um contexto de espaço limitado para aquisições que gerem valor.