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Vale e siderúrgicas
As ações da Vale e siderúrgicas têm mais um dia de ganhos sustentada pela expectativa de estímulos na China em meio às falas do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang. Ele afirmou que o governo irá fortalecer a política fiscal, impulsionar os gastos com infraestrutura e acelerar a reforma de seu sistema de impostos para apoiar a economia, adicionando a outros passos já dados pelas autoridades com o intuito de reenergizar o crescimento, o que impulsionou as bolsas pelo mundo e, principalmente, as ações ligadas a commodities.
As ações da Vale (VALE3, R$ 19,69, +4,01%; VALE5, R$ 15,76, +2,54%), da CSN (CSNA3, R$ 4,53, +6,34%), da Usiminas (USIM5, R$ 3,92, +5,40%) e da da Gerdau (GGBR4, R$ 6,50, +3,67%) registram fortes ganhos. Além do cenário chinês mais positivo, CSN e Usiminas ainda repercutem a notícia do Valor de ontem de uma “trégua” na disputa entre os acionistas controladores por conta dos números da Usiminas.
Já no radar da Gerdau, destaque ainda para a notícia da Reuters de que a empresa comunicou aos distribuidores de produtos siderúrgicos um aumento de cerca de 15% nos preços de toda a sua linha de aços longos, segundo três fontes do mercado distribuidor.
A notificação do reajuste ocorreu entre o fim de agosto e o início deste mês, afirmaram as fontes, ressaltando que o movimento ainda não foi acompanhado por siderúrgicas rivais, como a CSN. “Aumentaram em 15 por cento toda a linha (de longos). Só eles aumentaram”, afirmou o gerente de vendas de uma grande distribuidora de aço do Estado de São Paulo. “O mercado não tem como absorver isso”, afirmou a fonte, falando sob condição de anonimato.
BM&FBovespa (BVMF3, R$ 10,83, +5,76%)
As ações da BM&FBovespa também sobem. A bolsa informou nesta quarta-feira que vendeu 20 por cento das ações que detinha no CME Group, ou 1 por cento do total de ações da empresa. A operação rendeu lucro estimado de 450 milhões de reais, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira.
Bancos
Em meio ao bom humor internacional, o dia é de forte alta para os bancos brasileiros, com destaque para o Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 27,59, +3,29%), Bradesco (BBDC3, R$ 25,51, +2,78%; BBDC4, R$ 23,63, +3,28%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 17,66, 3,27%).
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Enquanto isso, as units do Santander Brasil (SANB11) sobem 2,30%, a R$ 14,67. Após muitos rumores desde a noite de ontem, foi confirmado que Sérgio Rial assumirá a presidência da subsidiária brasileira do banco a partir de janeiro. De acordo com o Santander, a mudança, aprovada nesta manhã pelo Conselho, marca o início de um novo e planejado ciclo no Banco.
O atual presidente, Jesús Zabalza, ficará na presidência executiva do Santander Brasil até 31 de dezembro de 2015 e, a partir dessa data, estará, como vice-presidente, à frente do Conselho de Administração. Essa mudança concretiza a política do Grupo Santander de ter um presidente brasileiro no comando das operações locais.
JBS (JBSS3, R$ 16,73, +4,56%)
As ações do JBS sobem mais de 4% hoje após a notícia da coluna Radar Online, da Veja, de a CPI do BNDES não vai investigar a companhia. A comissão não vai investigar os empréstimos do banco para o grupo J&F, dono da JBS/ Friboi, Eldorado Celulose, Vigor, Banco Original, de acordo com o colunista Lauro Jardim.
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Petrobras (PETR3, R$ 10,38, +3,28%; PETR4, R$ 8,86, +2,55%)
Apesar da baixa do petróleo, com o brent em queda, o dia é de ganhos para a Petrobras na esteira do bom humor internacional e da bolsa brasileira.
No radar da empresa, está o possível aumento da Cide, o imposto de combustíveis. Além disso, de acordo com informações da colunista do jornal O Estado de S. Paulo, Sonia Racy, a Petrobras enviou 23 cartas às companhias citadas na Operação Lava Jato pedindo para que colaborem para a reavaliação dos riscos identificados e digam se houve punição interna dos envolvidos.
Assim, há sinais de possível recredenciamento das empresas suspensas pela estatal. Ao todo são 59 perguntas divididas em seis temas, para se avaliar envolvimento em outras irregularidades e quais medidas foram tomadas.
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Lojas Renner (LREN3, R$ 94,05, +2,34%)
As ações da Lojas Renner sobem forte. No radar da empresa, está a elevação da recomendação da companhia de manutenção para compra pelo HSBC.
Gol (GOLL4, R$ 4,72, -0,21%)
O dia é de volatilidade para as ações da Gol, que passaram de alta de 3% para queda de 3% na primeira hora do pregão, viraram novamente para alta e agora oscilam entre leves perdas e ganhos, entre o câmbio e a recomendação do JP Morgan.
A companhia aérea teve a sua recomendação rebaixada de overweight para underweight pelo JPMorgan. Ao mesmo tempo, o dia é de queda para a divisa americana, de 1,08%, a R$ 3,779 na venda, o que beneficia a companhia aérea já que sua dívida é atrelada ao dólar. Enquanto isso, o contrato para outubro do brent registra queda de 1,33%, a US$ 48,86 o barril.
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Papel e celulose
Enquanto isso, as ações do setor de papel e celulose, que se beneficiam de um cenário de dólar mais alto e se beneficiaram com a valorização da divisa americana por terem receita atrelada a ela, registram algumas das poucas baixas do índice. As ações da Fibria (FIBR3, R$ 54,28, -3,62%) e da Suzano (SUZB5, R$ 18,69, -1,68%) registram queda.
Concessionárias
As ações das concessionárias seguem a queda da véspera, mas em menor intensidade. Ontem, os papéis da CCR (CCRO3) caíram 6,76% e hoje têm baixa de 0,53%, a R$ 13,03, após a Justiça cancelar um aditivo no contrato com a Autoban, que causaria o vencimento antecipado da concessão de 2026 para 2018, por conta de R$ 2 bilhões em benefício econômico indevido, segundo auditoria, que serviria para imputar ganhos de R$ 600 milhões só na Anhanguera-Bandeirantes. O pedido de anulação foi feito pelo governo Geraldo Alckmin e pela Artesp, a agência estadual responsável pelas rodovias.
Na esteira, as ações da Ecorodovias (ECOR3) têm nova baixa, de 1,42%, a R$ 6,25.
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