Gol (GOLL4) reverte lucro e tem prejuízo recorrente de R$ 130,2 mi no 1º trimestre

Companhia publicou balanço nesta manhã de terça-feira (14)

Felipe Moreira

Atualmente, Azul, Gol e Lata, sao as companhias que dominam o mercado aéreo no Brasil. Foto: Pixabay

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A Gol (GOLL4) reportou prejuízo líquido recorrente de R$ 130,2 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1T24), revertendo lucro líquido recorrente de R$ 136,4 milhões do mesmo intervalo de 2023, informou a companhia nesta terça-feira (14).

Já na base normalizada, o lucro líquido foi de R$ 3,787 bilhões no 1T24, um aumento de 511,4% frente ao lucro de R$ 619,5 milhões de um ano antes.

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O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente totalizou R$ 1,43 bilhão no 1T24, um crescimento de 15,2% em relação ao 1T23.

A margem Ebitda ajustada atingiu 30,3% entre janeiro e março deste ano, alta de 5,1 p.p. frente a margem registrada em 1T23.

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A receita líquida somou R$ 4,7 bilhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 4,2% na comparação com igual etapa de 2023.

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Já a receita líquida por assento-quilômetro ofertado (RASK) diminuiu 0,3% para R$ 43,7 centavos.

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O EBIT (lucro antes de impostos) recorrente registrado no 1T24 foi de R$ 998,5 milhões, representando uma margem operacional de 21,2%.

O CASK recorrente no 1T24 foi de 34,44 centavos (R$), representando uma redução de 5,3% em relação ao 1T23, resultado influenciado principalmente pela queda nos custos com combustíveis e por custos não recorrentes relacionados à reestruturação financeira dentro do processo do Chapter 11 (recuperação judicial nos EUA).

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O custo unitário excluindo as operações de combustíveis e aeronaves cargueiras aumentou 15,6%. Já o custo unitário recorrente do combustível caiu 23,7%, principalmente devido à redução no preço do querosene de aviação e à maior utilização das novas aeronaves Boeing 737-MAX nas operações da GOL, que oferecem maior economia de combustível em comparação aos Boeing 737-NG.

As atividades operacionais consumiram aproximadamente R$ 829 milhões no 1T24.

Em 31 de março de 2024, a dívida líquida da companhia era de R$ 20,986 bilhões, uma redução de 1,8% na comparação com a mesma etapa de 2023.

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O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 4,0 vezes em março/24, queda de 2 p.p. em relação ao mesmo período de 2023.