GNV: conversões de veículos cresceram 15% em 2003

A expectativa é de que a frota de veículos tenha encerrado 2003 com 630 mil unidades, contra 449 mil automóveis verificados em 2002

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SÃO PAULO – Embora o crescimento tenha ficado abaixo do esperado pelo mercado, a frota de veículos movidos a gás natural veicular (GNV) no Brasil aumentou em 40% em 2003 em relação ao ano anterior. Como no primeiro trimestre do ano houve um volume significativo de conversões, esperava-se que a tendência se mantivesse até o final do ano, o que não ocorreu.

A expectativa é de que a frota de veículos tenha encerrado 2003 com 630 mil unidades, contra 449 mil automóveis verificados em 2002. Até novembro o número de conversões chegou a 179,3 mil automóveis, número este que estava em 156,5 mil novas conversões em 2002, crescimento, portanto, de 15%. Até o final de 2004, previsão é de que a frota de veículos movidos a GNV fique no patamar de 815 mil automóveis, subindo para algo em torno de 1,05 milhão no próximo ano.

Falta incentivo

O crescimento abaixo do esperado pode ser atribuído a três fatores principais: estagnação da economia, redução da diferença de preço entre o GNV e os demais combustíveis e a falta de uma política nacional para o gás. Em 2003, com a supersafra da cana-de-açúcar o preço do álcool caiu significativamente, sendo que em algumas regiões do país chegou a ficar mais barato que o metro cúbico de GNV, o que teria desestimulado as conversões.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira do Gás Natural Veicular (ABGNV), Oswaldo Colombo, o governo federal deveria dar um maior incentivo à conversão da frota atual de veículos para GNV, sustentando ainda a idéia de que a criação de incentivos ao setor viabilizaria a criação e manutenção de algo em torno de 60 mil empregos diretos até 2005.

Segundo R. Fernandes, coordenador do Comitê de Gás Natural do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, é provável que neste novo ano seja definida uma política nacional para o GNV, haja vista que em 2003 a meta do governo foi definir novas regras para o setor elétrico. Como estas regras saíram apenas em dezembro, as discussões acerca do gás natural foram postergadas para janeiro.

Ano novo promete ser melhor para o setor

Convém destacar que o Ministério de Minas e Energia criou em novembro um grupo de trabalho com as seguintes metas: estabelecer diretrizes para o mercado de GNV, definição da formação de preços, aproveitamento das reservas e expansão da infra-estrutura de transporte e distribuição. O prazo para que o relatório com sugestões e recomendações para a política nacional para o setor esteja pronto termina em março.

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Ainda de acordo com Fernandes, a Petrobras deve lançar em fevereiro, oficialmente, o plano de massificação do uso do gás, projeto este que inclui a expansão da infra-estrutura
de abastecimento de GNV principalmente no Nordeste, o que deverá refletir no crescimento do mercado como um todo.