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SÃO PAULO – Um mês e meio após receber a ajuda de US$ 17,4 bilhões do governo norte-americano, a GM e a Chrysler afirmaram que têm planos de estimular a saída de alguns funcionários, através de demissões voluntárias ou aposentadorias antecipadas.
Em nota enviada a uma central de trabalhadores, a proposta da General Motors envolve o pagamento de US$ 20 mil para cada empregado que optar por sair da empresa, além de outros US$ 25 mil para a compra de um automóvel.
A oferta da Chrysler é ainda maior, com pagamento de US$ 50 mil em dinheiro e outros US$ 25 mil em um “vale carro” para quem se aposentar. Os que se demitirem poderão receber até US$ 140 mil em benefícios, segundo comunicado enviado à UAW (United Auto Workers).
Rentabilidade
Entre os objetivos das medidas, as empresas buscam um quadro de funcionários mais enxuto e barato, deixando-as mais rentáveis. Em ambos os casos, as decisões dos trabalhadores deverão ser tomadas até o dia 25 de fevereiro.
Pelo antigo acordo com a UAW, a remuneração da GM e da Chrysler deveria ficar próxima a US$ 28 para cada hora trabalhada por seus funcionários. No ano passado, tal condição foi revisada para US$ 14 mais o pagamento de benefícios complementares, o que acabou representando uma economia para as montadoras.
A Ford Motors, que não precisou de empréstimos por parte do governo dos EUA, afirmou que espera obter a mesma concessão dada pela UAW às duas gigantes como parte das condições do plano de suporte. Porém, a empresa afirmou não ter planos para implementar políticas de incentivar mais demissões.