Gestoras aumentam participação em duas empresas da Bovespa

Fundos atingiram a participação acionária de 5% no capital de duas companhias, o que obriga eles a avisarem a CVM sobre as compras
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SÃO PAULO – Em meio ao momento de baixa no mercado acionário brasileiro, duas gestoras anunciaram nesta quarta-feira (29) que compraram ações de duas empresas listadas na Bovespa e atingiram dessa forma a participação de 5% no capital delas – limiar que os obriga a enviar um comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informando sobre a movimentação de papéis.

As duas empresas são Tecnisa (TCSA3) e Qualicorp (QUAL3). A começar pela construtora, que foi informada que a gestora Perfin Administração atingiu um total de 9.327.652 ações, correspondentes a um total 5,02% das ações emitidas pela empresa. Vale mencionar que os papéis TCSA3 acumulam perdas de mais de 12% em 2014 na bolsa brasileira e fecharam o pregão anterior valendo R$ 7,81 – menor patamar desde julho de 2013. Nesta quarta-feira, as ações da Tecnisa caíam 1,66%, cotados a R$ 7,68, segundo cotação das 12h15 (horário de Brasília).

Já a empresa de planos de saúde coletivos e empresariais informou que o Credit Suisse Hedging-Griffo atingiu por meio de seus investidores não resisdentes e dos seus fundos de investimentos um total de 13.333.020 ações ordinárias emitidas pela companhia, o que corresponde a 5% do total em circulação no mercado. Em 2014, os ativos QUAL3, que passaram a fazer parte da composição do Ibovespa neste mês, já recuaram 8,1% até o fechamento de ontem.

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O comunicado divulgado atende ao artigo 12 da Instrução CVM nº 358, que explica que os acionistas controladores que atingirem participação que corresponda a 5% ou mais do capital de uma companhia aberta precisam enviar à CVM um comunicado informando a movimentação. O mesmo processo também precisa ser feito quando ela reduz para menos de 5% de participação na companhia.

Ainda no comunicado, ambas as gestoras informam que a compra de ações é estritamente para investimento, sem qualquer intenção alterar o controle acionário ou estrutura administrativa das empresas.