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SÃO PAULO – “Com os crescentes sinais de melhora da economia, os mercados financeiros entram em uma zona de maior conforto – ainda que atentos a possíveis riscos”, Este é o cenário delineado pela HSBC Global Asset Management, gestora de recursos do HSBC, em seu boletim mensal do mês de outubro. Além de estabelecer o panorama da economia global e local, os gestores relacionam as melhores possibilidades de investimento no momento.
Para a gestora, a fase mais aguda da crise ficou para trás, e o caminho pela frente traz uma retomada moderada e marcada por incertezas importantes. “O papel dos emergentes continuará sendo fundamental, uma vez que a expectativa para os países desenvolvidos segue mais desfavorável, dados os seus desafios de médio prazo”, avaliam os gestores.
PIB, IPCA e Selic
Além das melhoras na economia internacional, o cenário local também provoca otimismo. Os analistas apontam que a recessão foi relativamente curta e menos intensa do que se imaginava no País – fato comprovado pelo PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre. A redução de 500 pontos-base feita pelo Copom (Comitê de Política Monetária) na Selic também deve favorecer a economia nacional pelos próximos trimestres. Além disso, a melhora internacional significa menor contração de exportações e investimentos, estabilizando a economia brasileira.
Com isso, a gestora de fundos do HSBC alterou sua projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2010, de 3,5% para 4,7%. “Essa mudança tem implicações sobre a nossa visão para inflação e juros. Revisamos o IPCA de 2010 de 4,3% para 4,7%, já que a capacidade ociosa deverá se reduzir um pouco mais depressa, acelerando também a inflação”, afirmam os gestores. A projeção da gestora para o PIB em 2009 é nula.
Em relação aos juros, a perspectiva é de que o ciclo de alta comece um pouco mais cedo, no quarto trimestre de 2010. Segundo a gestora, as altas devem ser encerradas ainda no primeiro semestre de 2011, com a taxa Selic fixada em 11,75% ao ano.
Opções de investimento
Avaliando os mercados, os gestores destacam a contínua alta da bolsa brasileira e dos mercados internacionais de renda variável, sustentados principalmente por dados macroeconômicos positivos dos EUA e das revisões de expectativas de crescimento no mundo.
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Assim, a gestora de fundos do HSBC mantém a recomendação favorável para as ações – além de aumentar a recomendação de exposição à Bolsa. “A alta de preços foi justificada não só por expectativas de lucros maiores como por maior estabilidade financeira e econômica”. Da mesma forma, a perspectiva é positiva para a economia brasileira.
Da mesma maneira, os fundos multimercados continuam se mostrando como uma boa alternativa de investimento, por seu “dinamismo e liberdade para se aproveitar das oportunidades nos diversos mercados para superar o CDI no médio prazo”, segundo apontam os gestores.
A gestora também aponta “prêmios significativos” na curva de juros. Assim, o HSBC retira a recomendação a fundos que possuem papéis atrelados à inflação, uma vez que vê prêmios mais atrativos nas taxas pré-fixadas. Os gestores, por fim, se mostram otimistas com o potencial de ganho nos fundos de crédito privado, como debêntures e CDBs selecionados.
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Por outro lado, os fundos cambiais seguem não sendo uma boa opção, por sua volatilidade e baixo potencial de ganhos. “A possibilidade de o dólar continuar a perder valor é alta, na medida em que o fluxo de investimentos tende para mercados de maior risco”. Além disso, com a recuperação da economia brasileira, os gestores apontam que o fluxo de investidores estrangeiros e os juros locais atraentes deverão continuar fazendo com que o real se valorize nos próximos meses.
Veja a recomendação dos analistas para investimentos, de acordo com o perfil do investidor:
| Sugestão de alocação em fundos de acordo com o perfil do investidor |
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| Perfil | Ações | Multimercados | Renda Fixa | DI | Cambial | Inflação | Crédito Privado |
| Defensivo | 0% | 0% | 0% | 100% | 0% | 0% | 0% |
| Conservador | 4% | 6% | 15% | 50% | 0% | 0% | 25% |
| Moderado | 11% | 18% | 15% | 31% | 0% | 0% | 25% |
| Agressivo | 25% | 42% | 15% | 10% | 0% | 0% | 8% |