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SÃO PAULO – Douglas Kass foi o gestor escolhido por Warren Buffett para realizar perguntas no próximo dia 4 de maio em evento anual da Berkshire Hathaway – companhia que tem Buffett como presidente. O gestor foi escolhido por sua visão pessimista para o mercado e pelo fato de defender que as ações irão cair em breve.
Na última terça-feira, Kass explicou à rede de notícias Bloomberg que está terminando sua preparação para o debate e que para isso está lendo, entre outros livros, a biografia de mais de 800 páginas sobre Buffett escrita por Alice Schroeder – “A Bola de Neve – Warren Buffett e o Negócio da Vida”, na obra traduzida em português. “Demorei mais ou menos 10 horas para preparar cada pergunta”, explicou o gestor.
Ele ainda destaca que tanto a empresa quanto o próprio Buffett já foram questionados diversas vezes e que não acha que este debate será leve: “ele [Buffett] espera alguma coisa de mim, e não quero desapontá-lo”, conclui Kass.
Buffett quer desafio
O gestor ainda explica que a própria ideia de convidá-lo foi para “apimentar” o encontro, tornando-o mais interessante em relação às perguntas. Buffett quer evitar perguntas fracas e questões políticas que não tenham relação com a Berkshire.
O encontro ocorre anualmente em Omaha, Nebraska – sede da Berkshire – e dessa vez o investidor dará espaço para que jornalistas e analistas alternem com o público as perguntas a serem feitas para ele e para o vice-presidente da companhia, Charles Munger.
Ele acertou quando a Berkshire caiu
Em março de 2008 Kass afirmou que as ações da Berkshire iam cair – na época, os ativos batiam sua máxima histórica aos US$ 131 mil. Um ano depois, as ações realmente caíram e atingiram US$ 71 mil, porém, de lá para cá elas mais que dobraram de valor e voltam a ter máximas, atingindo US$ 161 mil.
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Buffett afirma que essa forte alta, além dos altos lucros da companhia podem ajudar a levar o público para o encontro, que todos os anos levam dezenas de milhares de pessoas para Omaha. “Onde quer que você olhe, os números estão bons”, explica o investidor, “o dinheiro está entrando como louco”.
Na entrevista para a Bloomberg, Kass não quis dar explicações sobre o motivo de apostar na queda da companhia, e deu indícios que esse será um dos temas tratados no debate.