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SÃO PAULO – Na medida em que nos aproximamos da metade de 2011, o mercado começa a fazer o balanço de um período que, apesar de intensamente conturbado em diversos fronts, conseguiu proporcionar ganhos para aqueles que apostaram no mercado de ações como um todo, especialmente nas bolsas de EUA, Europa e Ásia, com exceção do Japão.
Ações em alta apesar de conflitos e trajédia
John P. Remmert, vice presidente e gestor de portfólio da Franklin Equity Group lembra que desde janeiro os investidores se depararam com os distrúrbios políticos no Oriente Médio e Norte da África, terremoto no Japão além da recorrente crise fiscal na Europa, que agravou-se ainda mais em Portugal e que agora volta a atormentar o governo grego.
Apesar de todos os revéses, os principais índices acionários internacionais acumulam ganhos ano, com desque para Dow Jones (+8,5%), S&P 500 (+6,6%), Nasdaq (+6,1%), Dax 30 (+6,9%), CAC 40 (+6,21%), FTSE (+1,7%), Ibex (+5,6%), Shangai Composite (+1,8%) e Hang Seng (+0,56%).
Daqui pra frente, Remmert acredita que os seguintes cenários ditarão o ritmo do mercado:
| A resolução da crise na Líbia e o retorno do barril de petróleo para a casa US$ 80,00 |
| Continuidade dos conflitos políticos em outros países da região como Siria e Yemen |
| Recuperação de curta duração do mercado japonês na medida em que o problema nuclear for controlado |
| Aumento do uso do mercado de ações por bancos europeus para capitalização |
| Elevação do juro básico na Europa e o fim oficial do QE2 (Quantitative Easing 2) |
Cautela de alguns pode atrapalhar
“Em suma, nós acreditamos que os mercados seguirão um tanto positivos em face da melhoras contínuas na economia global. Nós reconhecemos, entretanto, que diversos investidores ainda estão desconfortáveis e parecem esperar as próximas resoluções macroeconômicas, sendo esse um sentimento que pode conter os mercados no futuro próximo”, resumiu Remmert.