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SÃO PAULO – O InfoMoney recebeu Marcelo López, gestor de recursos na L2 Capital Partners e colunista do InfoMoney, para explicar o que ele considera uma das maiores oportunidades do mercado na década: o urânio.
Na conversa, ele explica por que este metal tem atraído cada vez mais os investidores e como ele ainda está longe de atingir seu pico, criando uma excelente oportunidade no mercado.
Segundo López, o urânio é completamente descorrelacionado de outros ativos, conseguindo registrar ganhos de mais de 40% das mínimas registradas em abril, enquanto o mercado de ações, bonds e outras commodities caíram. “O urânio é uma excelente maneira de você diversificar sua carteira”, avalia.
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Além disso, o gestor ressalta o crescimento deste mercado. “A China está construindo o equivalente a um reator nuclear a cada sete semanas. A Índia está construindo bastante, a Rússia, o Japão já religou 9 reatores e tem mais 17 para religar, Coreia do Sul. Até os EUA, que 20% da matriz energética vem do urânio, estão construindo mais dois reatores”, afirma.
Outro fator positivo para o mercado de urânio é que a oferta da commodity está caindo no mundo. Segundo López, no ano passado foram produzidas cerca de 135 milhões de libras de urânio e foram consumidos, incluindo os compradores financeiros, quase 200 milhões de libras. “Já está tendo um gap na produção e isso vai aumentar mais esse ano”, avalia o gestor.
“No último bull market que teve, há pouco mais de 10 anos, as ações que menos subiram foram as da Cameco, a maior do setor, que é uma blue chip, está no Canadá, que tem a melhor jurisdição e as minas mais rentáveis. Ela subiu 1.300%”, diz.
“A maior parte das ações subiram entre 3.000% e 10.000% […] e ainda teve a Paladin, que subiu 92.500%. Então quando esse mercado move, ele move muito rápido e bruscamente”, explica o gestor da L2, que montou um fundo internacional para investir em urânio.
López afirma que cerca de 95% do urânio minerado hoje é usado em reatores para gerar energia, que é a mais segura, barata e sustentável. Apesar disso, ele lamenta que hoje as pessoas, quando pensam em urânio, lembrem apenas de bombas ou desastres.
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Nos últimos anos, ele avalia que 95% das empresas do setor desapareceram, mas as que sobraram têm um “potencial astronômico” porque têm pouca competição e as controladoras dos retores terão de comprar urânio exatamente destas companhias.
Recessão nos EUA, Tesla e cannabis
Na entrevista, López reforçou uma visão que já tinha desde o ano passado, em outra entrevista ao InfoMoney, apontando que o cenário para o mercado norte-americano é muito perigoso e sugere cautela ao investidor. Para ele, a bolsa está passando por uma bolha ainda maior que a das pontocom ou a imobiliária na década passada.
Mesmo sobre algumas das grandes empresas americanas, como as FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google), ele avalia que não é o melhor momento para se investir, apesar de enxergar bons negócios.
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O gestor também fez uma avaliação de uma das empresas mais polêmicas de 2018, a Tesla, que para ele, é uma ótima opção para ficar short (operar vendido, ou seja, apostando na queda das ações). Ele afirma que a companhia tem sérios problemas de dívidas e que a gestão de Elon Musk não traz confiança para o investidor após tantas promessas não cumpridas.
Por fim, López comenta ainda o mercado de cannabis, que tem tido um crescimento muito rápido internacionalmente. Para ele, há um bom futuro para o negócio, mas o momento ainda é de se manter afastado até que seja possível entender melhor este mercado.
Confira a entrevista na íntegra no player acima.
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