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SÃO PAULO – As ações das siderúrgicas ganham força no pregão desta segunda-feira (01) após o Bank of America Merrill Lynch elevar sua recomendação para as empresas do setor, apontando que o forte movimento de queda visto nos papéis das companhias no primeiro semestre deixaram-os num ponto interessante de compra.
As ações da Gerdau (GGBR4) registraram alta de 5,08%, a R$ 13,25, enquanto as da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subiram 3,06%, a R$ 16,48. Nos pontos máximos do dia, esses papéis apresentaram ganhos de 5,71%, a R$ 13,33, e 5,25%, a R$ 16,83, respectivamente.
Na sequência, apareceram as ações da CSN (CSNA3), que subiram 1,34%, cotadas a R$ 6,05, após alcançarem na máxima do dia alta de 2,68%, a R$ 6,13. Por sua vez, as ações ordinárias e preferenciais da Usiminas (USIM3; USIM5) amenizaram as altas, e registraram valorizações de 1,70%, a R$ 7,78, e 0,27%, a R$ 7,45, nesta ordem. Na máxima do dia, os papéis atingiram altas de 4,97%, a R$ 8,03, e 3,63%, a R$ 7,70.
BofA revisa recomendação do setor
Em relatório, os analistas Thiago Lofiego e Karel Luketic, do BofA, revisaram para cima a recomendação das ações da Gerdau, de neutra para compra, assim como o preço-alvo, que passou de R$ 15,20 para R$ 16,50, o que configura um novo potencial de valorização de 24,53%.
Segundo eles, a empresa apresenta o melhor risco/recompensa entre as siderúrgicas brasileiras, sendo a mais exposta ao cenário de depreciação do real frente ao dólar, com 40% da receita vinda da América do Norte. Essa é a segunda revisão na recomendação da Gerdau em uma semana. No dia 26 de junho, o Goldman Sachs indicou compra para os papéis.
O BofA também elevou sua recomendação para a Usiminas, de underperform (desempenho abaixo da média) para neutra, e aumento do preço-alvo para as ações ordinárias, de R$ 9,50 para R$ 10,00 – o que representa um potencial de alta de 28,53%.
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Com queda de mais de 35% das ações no acumulado do ano e depreciação do real, os analistas veem espaço para que a Usiminas realize um novo aumento de preços no mercado doméstico no segundo semestre de 2013 ou primeiro semestre de 2014. Entretanto, eles apontam para o risco de recuperação do Ebitda, que deve terminar o ano em R$ 1,25 bilhões contra R$ 2,15 bilhões projetados para 2014, em comparação com a Gerdau.
A casa, por sua vez, manteve a recomendação da CSN em underperform, com preço-alvo de R$ 7,00, representando alta de 15,70%, mesmo considerando o real enfraquecido. Na visão dos analistas, as perspectivas de crescimento dos lucros da empresa continuam extremamente limitadas, além das preocupações com a alavancagem da companhia, estimada em alcançar 4,7 vezes a dívida líquida em relação Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) até o fim de 2014.