Gerdau: margens no Brasil e força nos EUA animam analistas, que reforçam compra

Estimativas revisadas para a companhia esperam melhores resultados para o segundo trimestre

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Linha de produção em uma planta de laminação a quente. REUTERS/Aly Song
Linha de produção em uma planta de laminação a quente. REUTERS/Aly Song

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Antes da Gerdau (GGBR4) divulgar seus resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), os bancos e casas de análise atualizaram suas estimativas para a companhia.

De maneira geral, a visão é de que a empresa está passando por um momento positivo em diversos segmentos operacionais, seja no Brasil ou na operação da América do Norte.

A XP Investimentos revisou as estimativas para o setor de aço brasileiro e reiterou sua preferência por Gerdau, com recomendação de compra, mesmo tendo outras companhias sendo mais favorecidas agora.

Para a casa, a companhia está passando por um momento positivo combinando a expansão de margens no Brasil e o forte momentum das operações nos EUA. O preço-alvo para o final de 2026 considera uma valorização de 24% em relação ao preço atual, indo a R$ 28 por ação.

De acordo com as novas estimativas da XP, o lucro operacional da companhia deve chegar a R$ 12,6 bilhões tanto em 2026 quanto em 2027. Esse resultado deve refletir a recuperação gradual no Brasil e a rentabilidade resiliente nos EUA.

Segundo os analistas do banco Citi, o desempenho de margens melhor do que o esperado aqui no Brasil no segundo trimestre deste ano tem impulsionando o aumento da receita por tonelada. O Citi manteve recomendação de compra para GGBR4, com preço-alvo passando de R$ 27 para R$ 29.

Além disso, uma mudança favorável na composição das vendas está sustentando revisões para cima das projeções do banco para o restante de 2026 e os anos seguintes.

Os resultados também devem refletir o repasse de preços tanto nos aços longos quanto nos aços planos, com crescimento de 3% a 4% da receita por tonelada em relação ao trimestre anterior aqui no país.

Operação na América do Norte

Para a XP, as margens na América do Norte devem permanecer em cerca de 26% em 2026, antes de normalizarem para aproximadamente 23% em 2027.

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De acordo com o Citi, a operação norte americana continua demonstrando resiliência estrutural, com preços elevados para o futuro. Os analistas acreditam que esse cenário se dá por conta de um ambiente regulatório mais neutro no âmbito do Acordo Estados Unidos–México–Canadá (USMCA).

Ao mesmo tempo em que há uma redução das incertezas políticas, pelo menos até o próximo ciclo eleitoral dos Estados Unidos. A projeção do Citi para o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) no 2º tri é de R$ 2,422 bilhões.

A estimativa representa uma alta de 7% em relação aos R$ 2,273 bilhões do cálculo anterior. Para o ano completo, a expectativa é de Ebitda de R$ 9,651 bilhões.

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Para os analistas do banco, a Gerdau deve continuar buscando praticar preços alinhados aos de seus concorrentes líderes de mercado. Além disso, deve se beneficiar ainda do fato de operar com margens historicamente mais enxutas.