Gerdau é preferida entre siderúrgicas, enquanto Vale é aposta no longo prazo

BTG Pactual sugere cautela para o setor de mineração no curto prazo; já siderúrgicas vivem bom momento

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SÃO PAULO – Os pequenos estoques de minério de ferro devem manter o preço da commodity em alta no curto prazo, diz o BTG Pactual. Para o banco, o minério deve ficar em uma faixa de preço entre US$ 140,00 e US$ 150,00 em 2012, o que inspira cautela para as ações de mineradoras no curto prazo. O momento para as siderúrgicas não é mais confortável. A concorrência com os produtos importados e a capacidade ociosa de cerca de 25% devem limitar a alta dos preços.

Para o minério de ferro, o cenário é mais positivo a longo prazo. Os analistas Edmo Chagas e Antonio Heluany acreditam que em 2015 a oferta será mais limitada. Tanto o esgotamento das minas atuais quanto os novos atrasos nos projetos devem impulsionar a alta dos preços.

O BTG Pactual aponta as ações Vale (VALE3, VALE5) como uma opção de compra no longo prazo, devido ao atrativo valuation e o elevado potencial de retorno aos investidores na forma de dividendos. Em um horizonte mais curto, entretanto, os analistas possuem perspectivas mais amenas, em virtude das obrigações fiscais e royalties. Além disso, os fracos ganhos nos próximos trimestres devem afetar o desempenho das ações do setor.

Gerdau é a preferida entre as siderúrgicas
Apesar de manterem certa cautela para o setor, os analistas Chagas e Heluany projetam um panorama positivo para as siderúrgicas no curto prazo, acreditando que as companhias devem ser beneficiadas pela alta do preço global, principalmente nos Estados Unidos, neste início de ano.

Com isso, eles destacaram preferência para o aço longo da Gerdau (GGBR4) ao invés dos aços planos, uma vez que a companhia está numa melhor posição de aumentar seus volumes no Brasil e EUA.