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SÃO PAULO – Antes do próximo pregão, a temporada de balanços corporativos continua movimentada com mais duas grandes empresas brasileiras divulgando seus números: Gerdau (GGBR4) e Banco do Brasil (BBAS3) divulgam seus números na manhã de quinta-feira (21).
Para a Gerdau, a média das projeções compiladas pelo Portal InfoMoney é de que a empresa mostre uma significativa queda no lucro, devido a números mais fracos na América do Norte, o principal mercado consumidor da empresa. A forte queda no lucro deve surpreender o mercado.
“Embora a empresa tenha alertado os investidores e analistas sobre os fracos resultados em curso (como já tinha ocorrido no passado recente), a nosso ver, existe um potencial de baixa para as ações em relação aos níveis atuais”, escrevem Alex Sciaio e Felipe Reis, em relatório do Santander.
Essa projeção do Santander é baseada na expectativa por contínuo enfraquecimento dos lucros nos próximos trimestres, o que pode levar o mercado a revisar suas projeções para o ano, e pelo desempenho das ações da Gerdau acima da média do setor.
Eles projetam uma queda de 20% no volume de vendas da Gerdau para a América do Norte, na comparação trimestre a trimestre. Essa forte queda deve ter sido ocasionada pela interrupção dos pedidos de clientes nos EUA em dezembro, em meio às incertezas sobre o abismo fiscal.
A piora no mix de vendas no Brasil também deve reduzir a lucratividade, destacam. A estimativa do Santander é que as exportações respondem por 29% do volume total da Gerdau Brasil, contra 25% no trimestre anterior.
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| (R$ milhões) | 4T12E | 4T11 | Variação | 3T12 | Variação |
|---|---|---|---|---|---|
| *Média entre Santander, Ágora, Votorantim e Itaú Unibanco | |||||
| Receita líquida | 9.219,1 | 9.066 | +1,69% | 9.819 | -6,11% |
| Ebitda | 861,6 | 1025 | -15,94% | 1.033 | -16,59% |
| Lucro líquido | 232,8 | 472 | -50,68% | 408 | -42,95% |
Quanto ao Banco do Brasil, a equipe de análise do Deutsche Bank projeta que o lucro líquido vá se desacelerar sobre o ano anterior por conta de uma geração de receita mais fraca. Essa pressão deve vir por conta de spreads menores dos juros e uma diversividade também mais fraca do portfólio. O Banco do Brasil, por ter o governo como controlador, foi a instituição a liderar a queda dos juros no ano passado.
Além do mais, o Banco Votorantim deve continuar a afetar o número final do Banco do Brasil. A equipe do Deutsche Bank prevê que isso acontecerá mesmo com uma melhora na qualidade dos ativos da controlada, o que deve melhorar os empréstimos para credores de liquidação duvidosa. Se isso se confirmar, este último número deve voltar atingir a meta estabelecida pelo banco no início do ano.
Vale lembrar que, em linhas gerais, a instituição segue no caminho para atingir seu guidance de 2012. Até o fim do terceiro trimestre, tanto o retorno anualizado sobre patrimônio líquido (18,7%, contra o guidance de 17% a 20%) quanto a margem bruta (13,4%, contra 10% a 14% previstos) e a expansão da carteira de crédito (18%, contra a margem de 17% a 21% estipulada) estavam dentro da faixa do guidance de 2012.
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A exceção fica por conta das despesas com provisões para empréstimos de liquidação duvisoa, cujo valor já superava o guidance de R$ 3,5 bilhões a R$ 3,7 bilhões ao atingir os R$ 3,76 bilhões, prejudicado principalmente pela carteira de veículos do Banco Votorantim.
A instituição ainda deve se beneficiar da oferta pública de um fundo imobiliário, que deverá gerar ganhos extraordinários de R$ 706 milhões.
| (R$ milhões) | 4T12E | 4T11 | Variação | 3T12 | Variação |
|---|---|---|---|---|---|
| *Projeções do Deutsche Bank | |||||
| Margem Financeira Bruta | 11.447 | 11.348 | +0,87% | 11.509 | -0,54% |
| ROAE Recorrente | 15,10% | 21,00% | -5,9 p.p. | 16,80% | -1,7 p.p. |
| Lucro líquido Recorrente | 2.456,00 | 3.025,00 | -18,81% | 2.573 | -4,55% |