Gerdau: análises sobre fechamento de plantas nos EUA divergem

Redução de gastos fixos é positiva, mas impacto pode ser ofuscado por custos trabalhistas; cenário é desafiador

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SÃO PAULO – Com o anúncio do fechamento de plantas da Gerdau (GGBR4) nos Estados Unidos, analistas ressaltaram que a medida já era esperada, mas discordaram quanto a possíveis reações do mercado e a sinalização para os resultados futuros da empresa.

As medidas visam a redução de custos envolvendo as operações da companhia siderúrgica, que sofre com sua importante exposição aos mercados imobiliário e automobilístico nos Estados Unidos.

Com a redução das atividades em plantas cuja capacidade ociosa mostrava-se elevada, a empresa espera reduzir importantes custos fixos, evitando gastos entre US$ 35 milhões e US$ 75 milhões por ano.

Sinal de alerta

Na avaliação da Itaú Corretora, o impacto das medidas será limitado, significando apenas 5% e 10% da capacidade de produção de aços em bruto e laminado, respectivamente. Entretanto, sinaliza ao mercado a confirmação do cenário negativo para o setor, que levará cerca de três anos para retomar os níveis de produção de 2008.

Seguindo a linha, os analistas do Santander avaliaram como negativa a notícia, uma vez que os impactos de curto prazo do fechamento das operações pesarão sobre os resultados. A empresa estima impactos negativos entre US$ 80 milhões e US$ 140 milhões neste ano.

Tendo em vista que tamanhos custos somente serão recompensados caso o fechamento se mantenha por cerca de 2,6 anos, os analistas da Itaú entendem a medida como um sinal de que a empresa também espera pela demora na recuperação do mercado siderúrgico.

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“Tais fechamentos terão custos não-recorrentes relevantes, que pressionarão ainda mais os resultados da Gerdau no curto prazo”, destacou a Ativa Corretora, em relatório.

Do outro lado

Posicionando a Gerdau como o melhor veículo para aproveitar a recuperação da economia global, os analistas do JPMorgan afirmaram esperar por reação positiva do mercado às medidas, em função da “substancial redução de custos” promovida pela companhia.

Embora menos animados com a reação do mercado, os analistas da Bradesco Corretora também avaliaram bem a medida. Contudo, acreditam que as desafiadoras condições do setor levarão os papéis a registrarem um desempenho em linha com o esperado para o mercado neste ano.