George, do Fed, afirma que redução de estímulo não significa aperto monetário

Esther George, que disse apoiar a redução do ritmo das compras como, tem adotado uma postura crítica a respeito do programa e votou contra o estímulo em todas as reuniões do Fomc

Kansas City Federal Reserve Bank President Esther George is pictured in the bank's boardroom in Kansas City, Missouri, in this handout photo courtesy of the Kansas City Federal Reserve. EUTERS/Kansas City Federal Reserve/Handout
Kansas City Federal Reserve Bank President Esther George is pictured in the bank's boardroom in Kansas City, Missouri, in this handout photo courtesy of the Kansas City Federal Reserve. EUTERS/Kansas City Federal Reserve/Handout

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SANTA FE – Diminuir o ritmo das compras de bônus do Federal Reserve não significaria apertar a política monetária dos Estados Unidos e ajudaria os mercados financeiros a se livrarem da dependência do dinheiro ultra-frouxo do banco central norte-americano, disse nesta terça-feira a presidente do Fed de Kansas City, Esther George.

George, que disse apoiar a redução do ritmo das compras como “uma próxima etapa apropriada para a política monetária”, tem adotado uma postura crítica a respeito do programa e votou contra o estímulo em todas as reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) até agora neste ano.

“A história sugere que aguardar demais para reconhecer o progresso da economia e preparar os mercados para condições mais normais não oferece menos risco do que apertar cedo demais”, consta de discurso preparado para um almoço. George, no entanto, teve de deixar o evento porque não se sentia bem.

“Uma redução no ritmo de compras poderia ser considerado como tirar o pé do acelerador, em vez de pisar no freio. Ajustes hoje podem ter um ritmo comedido à medida que o progresso da economia se desdobra”, disse ela.