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SÃO PAULO – O último aval para o plano de socorro às agências norte-americanas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, concebido pelo secretário do Tesouro Henry Paulson, foi dado na manhã desta quarta-feira (30): a aprovação do presidente dos EUA, George W. Bush .
A assinatura do presidente era apenas o que faltava para o pacote de resgate ser implementado na prática, visto que as duas casas do Legislativo norte-americano já o haviam feito. Entre outras medidas, o plano visa o aumento temporário da linha de crédito que as agências têm junto ao governo e permite a captação de até US$ 11 bilhões por meio da venda de títulos.
Paralelamente, o ambiente regulatório passará a ser mais exigente, o que, segundo Henry Paulson, deve impulsionar a recuperação da confiança do consumidor nas duas agências e reduzir a possibilidade de futuras crises similares no mercado imobiliário dos EUA.
A fim de fiscalizar tais medidas e prover às agências a estrutura necessária para sua recuperação, o pacote de Paulson prevê ainda a criação de mais um órgão regulador de mercado no setor: a Federal Housing Finance Agency, algo que em português poderia ser traduzido como Agência Federal de Financiamento Imobiliário.
Plano é bem-vindo
Penalizadas pelo estouro da bolha imobiliária norte-americana no segundo semestre do ano passado, a Fannie Mae e a Freddie Mac vêm passando por fortes turbulências desde então. A preocupação do governo dos EUA é de que um colapso nas agências geraria um efeito dominó devastador no mercado, uma vez que as duas controlam quase metade dos US$ 12 trilhões de financiamentos hipotecários do país.
Desta forma, ainda que o plano de socorro elaborado por Henry Paulson inquira ao governo de George W. Bush maiores gastos, a iniciativa foi elogiada por diversos segmentos da sociedade norte-americana, como a NAHB (National Association of Home Builders) – Associação Nacional dos Construtores.
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Ações disparam
Em resposta à aprovação final do plano de socorro, as ações da Fannie Mae disparam quase 6% no pré-market desta quarta-feira. No mesmo sentido, os papéis da Freddie Mac mostram uma valorização de 5,7% nos mercados futuros em Wall Street.