Geithner reforça que os EUA e a China devem impulsionar uma recuperação global

Acordo bilateral entre as duas nações deve se focar em quatro pontos, visando beneficiar a "saúde da economia global"

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SÃO PAULO – Após a conclusão do encontro anual entre líderes da China e dos Estados Unidos, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, declarou nesta quinta-feira (30) que os dois países “reconhecem a falha crítica das instituições internacionais na prevenção e resposta à crises”, em nota conclusiva sobre o acordo bilateral firmado entre as duas nações.

O secretário reforçou ainda que ambos os países devem priorizar seus potenciais de ajuda para a recuperação da economia global. “Em meio a uma severa crise financeira global, nós concordamos que é de vital importância para a China e para os EUA priorizar seus compromissos de reparar o sistema financeiro e construir a base para uma recuperação”, declarou.

Geither ressaltou que o acordo bilateral entre os dois países será benéfico não apenas para as duas nações, mas também para a “saúde da economia global”. Segundo o secretário, ambos os países deverão atuar, juntos, em quatro pontos específicos.

Os quatro pontos

O primeiro ponto no qual os países deverão trabalhar é na tomada de medidas macroeconômicas e estruturais para garantir uma trajetória mais sustentável e balanceada do crescimento global.

Depois, Geithner destacou que os governos irão trabalhar para formar sistemas financeiros e regulatórios mais resilientes. “Embora nossos desafios na reforma financeira possam ser muito mais diferentes, o sucesso alcançado em nosso histórico de reformas será parte integrante para um crescimento global estável e balanceado”, afirmou.

O terceiro ponto, por sua vez, seria o compromisso dos governos de efetuar a criação de novas regras comerciais e de investimento. “Nós renovamos nosso compromisso de evitar medidas protecionistas e formar uma conclusão bem sucedida para a Rodada Doha”, declarou o secretário.

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Por fim, o quarto ponto em que os governos norte-americano e chinês deverão trabalhar, segundo Geithner, será fazer com que as instituições financeiras internacionais tenham recursos e ferramentas necessárias para lidar com cenários desafiadores como o atual.