Geithner: proposta de taxar bancos será mais severa aos tomadores de riscos

Em discurso no Senado, secretário afirma que encargo a bancos pode levantar US$ 90 bilhões e incentivar ações menos arriscadas

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SÃO PAULO – O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, disparou aos legisladores norte-americanos nesta terça-feira (4) que os bancos que tomaram os maiores riscos durante a época da crise e requisitaram socorro do governo deverão pagar quantias mais elevadas como forma de sanar os custos do resgate.

Em discurso preparado para o Comitê de Finanças do Senado, Geithner afirmou que a proposta de taxação das instituições financeiras, feita pelo presidente Barack Obama em janeiro, pode levantar cerca de US$ 90 bilhões dentro de 10 anos.

“Nós formulamos a taxa para que ela possa incidir mais pesadamente sobre as firmas que financiam atividades mais arriscadas com formais menos estáveis de financiamento”, afirmou em seu pronunciamento, adicionando que 99% dos bancos serão excluídos do encargo.

Segundo Geithner, a taxa impactaria apenas bancos que possuem mais de US$ 50 bilhões em ativos e que eram elegíveis para os programas de ajuda de emergência, tais como o Tarp (Troubled Asset Relief Program).

Pedido de suporte
Além disso, o secretário demonstrou sua preocupação com o apoio que os políticos dos EUA devem dar à matéria e afirmou que ela é um modo de prover maior prudência no futuro.

“Incentivos modestos”
“A taxa foi feita para complementar os esforços para elevar a estabilidade de nosso sistema financeiro, provendo incentivos modestos” contra tomadores de risco, argumentou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos.

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Por fim, ele afirmou que a taxa não é um substituto para a proposta mais abrangente de reforma financeira, atualmente em debate no Congresso.