Geithner afirma que é hora do setor privado reocupar espaço do governo

Secretário do tesouro norte-americano ressaltou a necessidade de que as próprias empresas tenham reservas contra riscos

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SÃO PAULO – Em conferência sobre o futuro do sistema financeiro dos Estados Unidos realizada nesta terça-feira (17), o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, defendeu a ideia de que o governo precisa de ajuda para evitar que futuras recessões sejam ainda piores do que aquelas já vividas pelo país.

As palavras de Geithner foram enfáticas: “Estabelecer este sistema é um dos problemas econômicos mais pretensiosos e complicados que nós enfrentamos como país”.

Antes de delinear alguns dos planos sobre a reforma do sistema financeiro, Geithner fez referência aos erros que resultaram no período difícil econômico que o país viveu nos últimos anos. O secretário ressaltou o papel do governo de estabelecer um novo sistema que não permita que os mesmo erros do passado venham a acontecer novamente.

Ajuda
Citando a maneira encontrada por outros países para dar suporte ao sistema financeiro, Geithner propôs um questionamento sobre o quanto o governo deveria ajudar e até que ponto é seu papel garantir uma forma de seguro contra possíveis perdas.

E as indagações de Geithner não param por aí. O secretário norte-americano ainda levantou questões acerca de o próprio mercado se conscientizar da necessidade de garantir uma forma de garantia para si próprio.

“Nós precisamos iniciar o processo de desvinculamento dos mercados e dos programas de governo e abrir caminho para que o setor privado entre no negócio de fornecer empréstimos”, afirmou o secretário ao falar sobre a melhor forma de transição para um novo sistema financeiro.

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Ademais, Geithner afirmou ainda que “o desafio é ter certeza de que qualquer garantia do governo tem o objetivo de cobrir riscos de perdas e é estruturada para minimizar a exposição dos contribuintes”.

Migração de riscos
Ao contrário do que aconteceu antes, os principais riscos não estão relacionados aos bancos, mas sim a outras instituições que não estão sujeitas à supervisão. “Muitas empresas do ramo de hipotecas não são requisitadas para manter uma reserva de capital contra seus riscos”, afirmou Geithner.