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SÃO PAULO – De acordo com o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo e do Gás Natural, divulgado na última terça-feira (15) pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), em 2007, o preço da gasolina ficou 67,83% mais caro do que o do álcool.
O preço médio da gasolina para o consumidor encerrou o ano passado em R$ 2,504, enquanto o do álcool ficou em R$ 1,492. As regiões Sudeste e Sul foram as que apresentaram o álcool mais barato ao consumidor: R$ 1,320 e R$ 1,546, respectivamente. A região Norte foi a que teve o litro mais caro do combustível (R$ 1,927).
Nas regiões Sudeste e Sul também foram registrados os menores preços para a gasolina, de R$ 2,452 e 2,539, sendo Minas Gerais o estado com o litro mais barato (R$ 2,393). Quanto ao litro mais caro, a região Norte também foi a campeã, com R$ 2,655, sendo o Acre o estado onde se vende o litro mais caro do país (R$ 2,893).
| Álcool e Gasolina | |||
| Região | Álcool | Gasolina | Variação |
| Centro-Oeste | R$ 1,567 | R$ 2,626 | 67,58% |
| Nordeste | R$ 1,714 | R$ 2,632 | 53,56% |
| Norte | R$ 1,927 | R$ 2,655 | 37,78% |
| Sudeste | R$ 1,320 | R$ 2,452 | 85,76% |
| Sul | R$ 1,546 | R$ 2,539 | 64,23% |
Fonte: ANP
Consumo
Ainda de acordo com o Anuário, consumo de álcool hidratado no país cresceu 51,4% entre 2006 e 2007.
A comercialização do álcool usado como combustível atingiu 9,3 milhões de metros cúbicos no último ano, 3,2 milhões de metros cúbicos a mais do que em 2006, sendo que, em abril, o consumo de álcool anidro e hidratado alcançou 1,432 bilhão de litros, superando pela primeira vez em 20 anos o consumo de gasolina, que naquele mês ficou em 1,411 bilhão de litros.
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A região que mais produziu foi a Sudeste, respondendo por 6,57 milhões de metros cúbicos em 2007. Em seguida, ficou a região Sul, com 1,16 milhão de metros cúbicos.
Por outro lado, as regiões Norte e Centro-Oeste foram as que mais aumentaram sua produção no ano anterior, em relação a 2006, com crescimento de 96,68% e 74,59%, respectivamente.
Petróleo
Outra informação interessante trazida pelo Anuário divulgado pela ANP, foi o aumento de 3,6% das reservas de petróleo no Brasil, que fez o país passar da 17ª para a 15ª posição no ranking mundial dos países produtores de petróleo.