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SÃO PAULO – O consumidor sentiu no bolso a alta de preços e reduziu o uso do GNV (gás natural veicular) na hora de abastecer o carro. Dados da Abegás (Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado) mostraram que, entre dezembro de 2008 e o janeiro de 2009, houve queda de 12,13% na demanda pelo tipo de combustível.
“Os dados do primeiro mês do ano demonstram que a falta de política energética fez com que o insumo perdesse competitividade em todos o segmentos”, destaca o presidente da entidade, Armando Laudorio. O resultado foi que, desde 2004, o consumo total do gás natural não era inferior a 35 milhões de metros cúbicos diários.
Gás natural
Com a queda do consumo no segmento automotivo, a comercialização de gás natural no Brasil também apresentou decréscimo em janeiro, atingindo média diária de 33,7 milhões de metros cúbicos, o que representa queda de 22,27% em relação ao mês anterior e de 28,92% frente a janeiro de 2008.
Já os setores residencial e o comercial, assim como o automotivo, apresentaram recuo no consumo, na comparação mensal, de 11,37% e 7,37%, na ordem.
A região Sudeste continua liderando o consumo, com 24,4 milhões de metros cúbicos por dia, seguida pelo Nordeste (5,3 milhões de metros cúbicos diários), Sul (3,8 milhões), Centro-Oeste (59,5 mil) e Norte (2,5 mil).
Retorno à competitividade
Para reverter esse quadro, o foco da Abegás é redobrar o esforço para ampliar os debates no Ministério de Minas e Energia, para que a política de preço de custo dos energéticos seja tratada como política de governo.
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“O objetivo é alcançar uma política de preços que permita a livre concorrência e que o gás natural volte a ser tão competitivo quanto antes”, completa Laudorio.