Gap traça estratégia em fundos considerando investment grade

Gestora de recursos aposta em small caps, varejistas e empresas ligadas a commodities em sua estratégia de gestão

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SÃO PAULO – A Gap Asset Management acredita que os efeitos do investment grade alcançado pelo Brasil sobre o fluxo de investimentos são bastante perceptíveis. A gestora de recursos considera que, a despeito da exigência que alguns fundos fazem de um País ser considerado como investment grade por pelo menos duas agências para nele investir, o simbolismo do evento é o que realmente faz a diferença.

As ações de grandes varejistas, incorporadoras imobiliárias e diversas small caps protagonizaram rali após o anúncio da nova classificação de risco do Brasil e estes setores, na opinião da Gap, serão um dos primeiros favorecidos neste novo contexto.

Em relatório, a gestora explica que “os dois primeiros grupos se beneficiam direta e indiretamente de taxas de juros de longo prazo menores, enquanto o terceiro grupo é favorecido por um ambiente em que se espera maior liquidez ao longo do tempo”.

Confira a sugestão de diversificação em fundos da GAP:

Recomendação de alocação em fundos de investimento
Tipo de fundo Perfil moderado Perfil agressivo
Multimercado 55% 60%%
Long & short 20% 20%
Ações 5% 15%
Renda fixa 20% 5%

Investimentos seletivos

“Para um horizonte de seis meses, contudo, acreditamos que os investimentos continuarão seletivos”, pondera a equipe de gestores. “O mercado de ações não voltará a comprar IPOs (Initial Public Offers) a qualquer preço e tampouco as ações que voltaram a ter desconto por iliquidez deixarão de sofrê-lo”, avalia a Gap.

Além disso, apesar do recente histórico de alta, a Gap aposta nas ações ligadas a commodities, que segundo sua avaliação “permanecem baratas”.

Fundamentos locais

“A melhora dos fundamentos locais demonstrada ao longo dos últimos anos através da disciplina fiscal, da força das commodities, da estabilização da inflação, do desenvolvimento do mercado de crédito e de capitais, foi coroada no dia 30 de abril”, afirma a carta mensal da Gap.

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Dessa forma, conclui: “O Brasil, que já estava em evidência nos mercados internacionais, receberá ainda mais atenção dos investidores globais”.