Gabrielli defende modelo de partilha para exploração dos campos do pré-sal

Segundo executivo, como chance de sucesso da camada é de no mínimo 87%, e regime atual é voltado para tomada de risco

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SÃO PAULO – O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, defendeu que a opção pelo modelo de partilha da produção e afirmou que modelo atual não seria o melhor para o Brasil aproveitar a camada pré-sal.

O executivo comparou a antiga lei e a nova proposta a um bilhete de loteria. A lei atual, a de concessão, segundo ele, foi criada quando o País estava em um momento difícil e privilegiava quem assumia o risco de encontrar petróleo. “No pré-sal, a situação é diferente – o risco é mínimo”, apontou, ressaltando que a chance de sucesso na exploração é de no mínimo 87%. “É como você oferecer um bilhete de nove números com oito já certos”, comparou.

Royalties e gás natural

Com relação à distribuição dos royalties, Gabrielli reafirmou ser a favor de um aumento no valor a ser repassado para os estados não produtores. “Essa é uma questão de cidadania”, disse. “Para a Petrobras, não muda nada porque a empresa vai repassar os mesmos 15%, independente da distribuição. Esse não é um problema da empresa”.

Gabrielli disse ainda que até 2013 o mercado brasileiro de gás natural será ampliado dos atuais 45 milhões de metros cúbicos para 135 milhões de metros cúbicos. De acordo com ele, é preciso investir nesse tipo de energia para termos um suporte a ser usado quando necessário. “E só quem precisou de um estepe sabe o valor que ele tem”, comentou Gabrielli.