G-7 encontra-se em Washington com missão de coordenar combate à crise

Grupo formado por sete dos países mais desenvolvidos tem propostas para adotar garantias conjuntas de crédito interbancário

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SÃO PAULO – Diante dos clamores por um combate da crise mais bem coordenado entre as autoridades de diversos países, ministros das finanças e chefes dos bancos centrais dos países membros do G7 realizam encontro em Washington, nesta sexta-feira (10).

Embora utilizem ferramentas semelhantes, as autoridades de Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá e Itália têm impetrado medidas até agora insuficientes para restabelecer a confiança entre investidores e estabilizar os mercados, em especial o de crédito.

Contra o congelamento

Para além do problema inicial no mercado imobiliário, os governos têm buscado reduzir o congelamento dos financiamentos interbancários, que tem feito o custo do crédito para instituições financeiras disparar, em função da desconfiança sistêmica que reina nos mercados atualmente.

Ainda assim, existem alguns sinais de cooperação, como o recente corte emergencial promovido simultaneamente por diversas autoridades monetárias ao redor do mundo, liderados pelo Federal Reserve e pelo Banco Central Europeu.

Atualmente, a falta de coordenação em relação a outras medidas, como os diferentes níveis de cobertura oferecido pelos governos aos depósitos comerciais, tem sido altamente criticada. Ainda nesta sexta-feira, os participantes do encontro devem divulgar declaração conjunta.

Rumos

Uma das propostas sobre a mesa provém do presidente do Banco da Inglaterra, Alistar Darling, que consiste no estabelecimento de garantias ao crédito interbancário pelos bancos centrais, fazendo com que estes atuem para aumentar a transparência entre os agentes e lastreando as operações.

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No entanto, a proposta encontra resistências. Os norte-americanos entendem que instituições financeiras fora do setor bancário seriam deixadas de lado pela proposta, enquanto membros do governo francês também questionam a necessidade da ação, segundo agências internacionais.

Regulação e capital

Já o ministro das finanças alemão, Peer Steinbrueck, afirmou que o G7 deve focar-se em estabelecer nova regulação em tópicos como o pagamento de executivos e os complexos instrumentos para especulação desenvolvidos recentemente, ressaltando que os bancos do país estão em posição firme.

Muitos analistas entendem ser necessário que os governos passem a injetar capital diretamente nas instituições, em vez de continuar a fornecer liquidez por linhas emergenciais de crédito, algo que pode ser contemplado pela possibilidade de o governo norte-americano adquirir ações preferenciais de empresas privadas, em movimento semelhante ao realizado no Reino Unido.