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Futuros dos EUA sobem antes de inflação ao produtor, após derrocada da véspera; serviços no Brasil e mais assuntos do mercado hoje

Terça-feira marca também primeiro dia das reuniões de política monetária do Fed e cOPOM; por aqui, Senado aprova projeto que limita ICMS sobre combustíveis

Por  Felipe Moreira -

Os índices futuros de Nova York sobem, enquanto os mercados asiáticos fecharam mistos na manhã desta terça-feira (14), após fortes baixas nos mercados globais na segunda-feira, em meio a temores de que os bancos centrais sejam forçados a um aperto agressivo da política monetária com a inflação permanecendo alta.

O relatório do índice de preços ao consumidor (CPI) de maio dos EUA divulgado na sexta-feira veio mais alto do que o esperado em 8,6% ao ano, ressurgindo as preocupações do mercado de que a ação do Federal Reserve e de outros bancos centrais poderia aumentar as taxas mais rapidamente, um movimento que poderia colocar a economia global em risco de recessão.

Sendo assim, investidores estão se preparando para a possibilidade de um aumento da taxa de juros maior do que o esperado até o início desta semana. Steve Liesman, da CNBC, confirmou na segunda-feira que o Fed “provavelmente” considerará um aumento de 75 pontos-base , que é maior do que os 50-50 ponto-base que muitos traders esperavam.

Os traders agora veem uma chance de mais de 90% de uma alta de 75 pontos-base na reunião do Fed desta semana, que termina na quarta-feira, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group que mede os preços nos mercados futuros de fundos federais.

Antes disso, uma matéria do Wall Street Journal na tarde de segunda-feira relatou pela primeira vez uma possível mudança na postura do banco central. O Goldman Sachs alterou sua expectativa de um movimento de 50 pontos-base para 75, citando a reportagem do WSJ e observando que o jornal havia informado no dia anterior que o movimento mais agressivo era “improvável”.

Leia também: Inflação acima do esperado aumenta chance de que Fed surpreenda com alta de 75 pontos-base; bancos revisam projeções

Wall Street também espera a leitura mais recente do índice de preços ao produtor (PPI) de maio nesta terça-feira antes da abertura às 9h30. O consenso Refinitiv aponta para alta de 0,8% em relação a abril e de 10,9% frente a maio de 2021.

Por aqui, no campo político, o projeto de lei que limita em 17% a alíquota do ICMS sobre combustíveis, telecomunicações, energia elétrica e transportes coletivos foi aprovado ontem à noite no Senado. O projeto voltará à Câmara, porque foi alterado. Na agenda doméstica, atenção ainda para os dados de serviços de abril.

Confira mais destaques:

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Após a forte liquidação da véspera, os índices futuros dos EUA operam em alta nesta terça-feira (14) com investidores aguardando novos dados de inflação antes da “super quarta”. Desta vez, às 9h30, sai o índice de preços ao produtor de maio, a expectativa é de que o índice acelere em relação ao mês de abril.

Ainda em destaque, alguns investidores estão esperando um tom mais agressivo do Fed depois que os relatórios de inflação da semana passada mostraram que os preços estão mais altos do que o esperado.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,65%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,81%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,05%

Ásia

Maioria dos mercados asiáticos fecharam em baixa na sessão de hoje (14), com exceção da China, que se recuperou das perdas do pregão anterior. Os mercados chineses registram volatilidade após regiões do país recolocarem restrições à mobilidade por conta do Covid-19, apenas algumas semanas após flexibilização pela redução de casas.

As bolsas da Ásia também repercutiram a expectativa de um Fed mais agressivo em relação a política monetária, o que pode levar o mundo à uma recessão.

  • Shanghai SE (China), +1,02%
  • Nikkei (Japão), -1,32%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +0,00%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,46%

Europa

Os mercados europeus operam sem uma direção definida nesta terça, com investidores avaliando risco de recessão. Isso porque o mercado teme que os bancos centrais sejam forçados a um aperto agressivo da política monetária com a inflação permanecendo alta.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,20%
  • DAX (Alemanha), +0,15%
  • CAC 40 (França), -0,34%
  • FTSE MIB (Itália), +0,06%

Commodities

Os preços do petróleo sobem nesta terça-feira (14), mesmo com temores de recessão e potenciais novas restrições à Covid-19 na China que podem diminuir a demanda, já que o mercado continua enfrentando problemas com a oferta apertada. A crise política na Líbia e as restrições à Rússia seguem limitando maiores quedas dos preços da commodity.

    • Petróleo WTI, +0,73%, a US$ 121,82 o barril
    • Petróleo Brent, +0,77%, a US$ 123,21 o barril
    • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 0,11%, a 901,50 iuanes, o equivalente a US$ 133,83

Bitcoin

  • Bitcoin, -6,87% a US$ 22.640,69 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda

Depois da divulgação das vendas do varejo brasileiro em abril, que ficaram acima das expectativas, a terça-feira (14) vai trazer o desempenho de setor de serviços para o mesmo mês. O Itaú prevê um crescimento de 0,3% na comparação com março e de 10,4% na comparação anual, “com o componente de serviços oferecidos às famílias expandindo 2,7% mês a mês”.

Nos EUA, saem novos dados de inflação com a divulgação do índice de preços ao produtor de maio.

Brasil

9h: Pesquisa de serviços de abril, consenso Refinitiv aponta para alta de 0,4% na comparação com março e de 10,4% na base anual

9h: Paulo Guedes, ministro da Economia, participa da Cerimônia de Abertura das Reuniões de Alto Nível Apex-Brasil – BIF 2022

9h30: Primeira sessão da Reunião do Copom

12h: Jair Bolsonaro e Guedes participam do toque de campainha da privatização da Eletrobras na B3, em SP

EUA

9h30: Preços ao produtor de maio, consenso Refinitiv espera alta de 0,8% em relação a abril e de 10,9% frente a maio de 2021

17h30: Estoques de petróleo semanal – API

3. Combustíveis 

O plenário do Senado Federal aprovou, na noite de ontem, por 65 votos a favor e 12 contrários, o Projeto de Lei Complementar (PLP 18/2022) que estabelece um teto para a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis.

O texto deve seguir para a Câmara dos Deputados para uma nova análise, já que foi modificado durante a discussão pelos senadores. Mas antes é necessária a deliberação sobre os destaques das bancadas no próprio plenário do Senado Federal.

Pressão contrária

A Associação Nacional das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) se posicionou contra o Projeto de Lei Complementar PLP 18/2022.

Para a associação, a causa do aumento no preço dos combustíveis não é o ICMS, mas a política de preços praticada pela Petrobras (PPI) – que adota paridade com o preço internacional -, e a desvalorização do real frente ao dólar.

Contagem de votos

O presidente do TSE, ministro Edson Fachin, rebateu declaração de Bolsonaro a respeito do sistema de contagem dos votos nas eleições. Fachin disse que, diferentemente do que afirmou o presidente, a Corte não recusou proposta que teria sido feita pelas Forças Armadas de viabilizar mecanismo para contagem simultânea dos votos. Segundo Fachin, a entrevista de Bolsonaro em que menciona não ser possível contagem simultânea de votos é uma crítica “indevida”.

Inquérito das fake news

O presidente Bolsonaro voltou a dizer nesta segunda-feira (13) que o ministro Alexandre de Moraes (STF) não cumpriu um suposto acordo firmado entre os dois no ano passado, para baixar a temperatura, em meio aos atos no feriado de 7 de Setembro. Segundo Bolsonaro, o acordo envolvia o encerramento do inquérito das fake news, do qual Moraes é relator. “Ia encerrar em um ou dois meses e ponto final”, afirmou, mas “lamentavelmente, do outro lado não veio nada”.

Sem reajustes, Bolsonaro pretende aumentar auxílio-alimentação

Bolsonaro afirmou hoje que não haverá reajuste para servidores federais este ano, em função de novos gastos obrigatórios. Mesmo sem aumentar os salários, será necessário realizar cortes em áreas essenciais, explicou. Em entrevista em frente ao Palácio do Planalto, Bolsonaro disse que trabalha para assegurar ainda neste ano um reajuste no auxílio-alimentação dos servidores, informa o Valor. Para o ano que vem, Bolsonaro relatou que a intenção é garantir na lei orçamentária margem para reajuste de salários e reestruturação de carreiras.

4. Covid

Na última segunda-feira (13), o Brasil registrou 53 mortes e 20.543 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 161, elevação de 46% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 44.316, o que representa alta de 69% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 167.045.549 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,76% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.748.205 pessoas, o que representa 83,21% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 96.637.923 pessoas, ou 44,98% da população.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras (PETR3; PETR4) assinou com o governo de Sergipe um protocolo de intenções para a identificação de oportunidades de negócios com o uso do gás natural considerando o desenvolvimento, pela companhia, de uma nova fronteira no estado.

O objetivo do protocolo é externar o propósito de prospecção e estruturação de oportunidades de negócios, com o fornecimento de gás natural, seja como matéria prima ou como fonte de geração de energia e calor.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil (CRFB3) anunciou dividendos de R$ 264 milhões, ou R$ 0,12553215 por ação.

Segundo o comunicado, o pagamento será realizado em 29 de junho de 2022, para os acionistas com posição acionária na em 17 de junho de 2022.

Além disso, anunciou também que o pagamento de dividendos aprovado em assembleia no dia 26 de abril, no total de R$ 39 milhões, será realizado no dia 28 de junho.

Raízen (RAIZ4)

A Raízen (RAIZ4) inaugurou nesta segunda-feira (13) seu primeiro posto de recarga para veículos elétricos. A estação está situada na zona norte de São Paulo e o objetivo é formar uma rede de 35 estações de abastecimento.

Os eletropostos são de recarga rápida e utilizam energia renovável. Possui ainda carregadores de 50kW e 150kW e podem abastecer veículos elétricos em até 35 minutos.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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