Futuros em alta nos EUA, de olho no PIB e com avanços de Microsoft e Wal-Mart

Nível de produto é destaque na agenda; tech comemora maior lucro, enquanto Goldman Sachs eleva recomendação da varejista

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SÃO PAULO – Na manhã desta sexta-feira (29), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em alta das bolsas dos EUA.

O Goldman Sachs elevou a recomendação dos papéis do Wal-Mart de neutra para compra, citando projeções de aumento no lucro líquido, como decorrência dos cortes de custos e do crescimento dos ganhos nas margens. Como resposta à recomendação, as ações da varejista avançam 1,5% no pré-market dos EUA.

Dando continuidade à temporada norte-americana de resultados, a Microsoft relatou lucro líquido de US$ 6,66 bilhões no último trimestre, crescimento de 60% em relação ao mesmo período do ano retrasado. A cifra, acima do previsto por analistas, impulsiona as ações da tech, que sobem 1% no pré-market.

Projeções animam
A Amazon.com revelou suas projeções para este trimestre, estimando avanço de até 43% nas vendas do período, que deverão somar US$ 7 bilhões. Analistas previam vendas próximas a US$ 6,42 bilhões, o que fundamenta a valorização de 2% das ações nas negociações que precedem a abertura de Wall Street.

Mais do mesmo
O Senado dos EUA aprovou a reeleição de Ben Bernanke para a presidência do Federal Reserve. Com isso, Bernanke, que iniciou seu primeiro mandato em 2006, ficará no cargo até 2014, com o principal desafio de estruturar a estratégia de saída das medidas extraordinárias de combate à crise.

Incentivo aos pequenos
Barack Obama, presidente dos EUA, proporá um crédito fiscal de US$ 33 bilhões para incentivar pequenos empresários a adicionarem postos de trabalho e elevarem salários em 2010, conforme informado por representantes do governo à CNBC. O plano garantirá crédito de US$ 5 mil para cada trabalhador contratado neste ano.

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Indicadores
Às 11h30 (horário de Brasília), todos os olhos do mundo se voltam ao PIB (Produto Interno Bruto) do último trimestre, com a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos na economia norte-americana. O nível de produto vem acompanhado de seu deflator.

Mais tarde, destaque para o Chicago PMI (Purchasing Managers Index), que mede a atividade industrial na região. Ênfase também para o Michigan Sentiment, com a confiança dos consumidores norte-americanos em janeiro; além do Employment Cost Index, que medirá o custo da mão de obra neste mês.

Indicadores
Horário de Brasília Referência Anterior Expectativa
PIB 11h30 4º Trimestre 2,2% 4,6%
Chain Deflator 11h30 4º Trimestre 0,4% 1,3%
Employment Cost Index 13h00 4º Trimestre 0,4% 0,4%
Chicago PMI 12h45 Janeiro 58,7 pontos 57,4 pontos
Michigan Sentiment 12h55 Janeiro 72,8 pontos 73 pontos

Contratos futuros

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Índice Pontos Valor justo Deve abrir em
S&P 500 1.101,60 1.088,17 1,23%
Nasdaq 1.810,25 1.792,91 0,94%

Confira o último fechamento
No pregão de quinta-feira (28), o índice Dow Jones fechou em desvalorização de 1,13%, atingindo 10.120 pontos. Já o S&P 500 encerrou com queda de 1,18%, assim como o índice Nasdaq Composite, que caiu 1,91%.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Dow Jones -1,13 10.120 -4,03 -2,95 
 S&P 500 -1,18 1.085 -3,70 -2,74 
 Nasdaq -1,91 2.179 -4,78 -3,97