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SÃO PAULO – Em sessão escassa de indicadores econômicos norte-americanos, o mercado futuro do país segue o otimismo internacional após a notícia sobre o pacote para recapitalização dos bancos espanhóis e aponta para uma abertura no campo positivo nesta segunda-feira (11).
Entre os principais índices futuros do país, o do Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresenta valorização de 0,48%, enquanto o do S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, tem alta de 0,47%. Já o do Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, sobe 0,47%.
Empréstimo ao setor bancário da Espanha
Em meio à crise que paira sobre o Velho Continente, os ministros das Finanças da Zona do Euro concordaram, no último sábado (9), com o auxílio financeiro para o setor bancário da Espanha, no montante de € 100 bilhões. O empréstimo, concedido pelos fundos europeus de resgate, EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) e ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização), está condicionado a reformas específicas no setor financeiro do país.
Apesar do alívio momentâneo em relação à difícil situação financeira que vive o continente europeu, as tensões tendem a voltar na região, diante da proximidade das eleições gregas, as quais foram remarcadas para 17 de junho e devem apontar para a possibilidade, ou não, da Grécia sair da Zona do Euro.
Indicadores econômicos da China
Na China, indicadores econômicos revelados pelo governo do país no final de semana também trouxe bom humor ao mercado, mostrando que a economia do país não caminha para um “pouso forçado”. Conforme dados oficiais, as exportações a as importações tiveram forte desempenho em maio, com as vendas externas subindo 15,3%, enquanto as importações aumentaram 12,7%, bem acima das expectativas.
Os dados de inflação também animaram os investidores. O índice de preços ao consumidor caiu de 3,4% em abril para 3% em maio, configurando seu menor crescimento desde junho de 2010. Já a inflação ao produtor chinês passou de -0,7% para -1,4% no mesmo período.
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Do lado negativo, a produção industrial do país cresceu abaixo da projeção dos economias ao apontar alta de 9,6%, inferior ao consenso de 9,8%. Enquanto isso, as vendas no varejo perderam força em maio, crescendo 13,8% em relação a 2011, menos que o avanço de 14,1% de abril.