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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros sobre índices de ações dos EUA operam em leve queda nesta terça-feira (8), com mercados trazendo à tona novamente debates acerca do controle da inflação global.
Neste mesmo sentido, a China elevou nesta manhã a taxa básica de juros, como mais uma medida para conter a pressão inflacionária. A sessão, escassa de indicadores relevantes, ainda conta com a divulgação de resultados de peso em meio à temporada de números trimestrais que já se encaminha para o fim.
| Índice | Pontos | Valor justo | Deve abrir em |
| S&P 500 | 1.315,70 | 1.316,20 |
-0,01%
|
| Nasdaq | 2.345,50 | 2.347,77 | 0,02% |
Sem novos estímulos
Analistas começam a dar sinais de preocupação com o cenário de inflação futura nos EUA. Na última segunda-feira, Bob Doll, estrategista chefe da BlackRock, afimou que estamos frente a um momento no qual estão chegando ao fim os lançamentos das medidas de estímulo monetário e fiscal.
Nos últimos anos, foram diversos projetos neste sentido, que além de estimular a retomada do crescimento também contriburiam para a elevação dos preços das commodities, o que deve fazer com que a autoridade monetária do país passe a dar mais atenção à estabilidade dos preços.
“Nós não esperamos ver mudanças para uma política de aperto monetário no futuro próximo, mas ela já parece estar surgindo no horizonte”, crivou Doll.
China na luta contra a inflação
O PBoC (Banco Popular da China) decidiu elevar as taxas de referência para empréstimos e depósitos em 0,25 ponto percentual, em mais uma medida para conter a inflação no país.
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De acordo com comunicado da autoridade monetária chinesa, a taxa referencial para crédito passará a 6,06% ao ano, ao passo em que a taxa de referência para depósitos será estabelecida em 3,0% ao ano. Ademais, o BC chinês revelou que as novas taxas entrarão em vigor a partir da próxima quarta-feira.
Resultados
Os ADRs (American Depositary Receipts) da Arcelor Mittal avançam consideravelmente na sessão, +5,0%, cotadas a US$ 38,62, apesar do forte prejuízo apontado nos número do último trimestre, divulgados nesta manhã.
Na ocasião, a empresa obteve prejuízo de US$ 780 milhões, ou US$ 0,51 por ação. Entretanto, a receita avançou no período, de US$ 17,43 bilhões para US$ 20,70 bilhões.
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Já a Avon registrou lucro líquido de US$ 229,5 milhões no mesmo período, ficando abaixo dos US$ 269,4 milhões obtidos no mesmo intervalo do ano anterior.
O valor, equivalente a US$ 0,59 por ação, também ficou abaixo das estimativas do mercado, que previam lucro por papel de US$ 0,67. Assim sendo, as ações da Avon desvalorizam-se 3,78% na sessão, negociadas a US$ 28,24.