Publicidade
SÃO PAULO – Os principais índices futuros norte-americanos registram queda na manhã desta quinta-feira (13), quando o número de novos pedidos de auxílio desemprego nos EUA surpreendeu o mercado. O Initial Claims registrou 382 mil novas solicitações, ante expectativa de 369 mil.
Já o Continuing Claims, que marca o número de renovações de auxílio-desemprego, caiu para 3,28 milhões de pedidos, ante expectativa de 3,30 milhões. Com esses dados, a esperança é de que, nesta quinta-feira, o Federal Reserve decida por uma nova rodada de estímulos econômicos aumenta.
O índice Dow Jones Futuro, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresenta queda de 0,2% e atinge 13.274 pontos. O S&P 500 Futuro, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, cai 0,2%, atingindo 1.435 pontos e o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, também apresenta desvalorização de 0,2%, atingindo 2.817 pontos.
A decisão a ser anunciada pelo Fed nesta quinta, às 13h30 (horário de brasília) pode mudar o rumo da atual crise que abala os mercados, uma vez que os analistas avaliam que é hora para o banco central norte-americano agir. Assim, uma nova rodada de estímulos parece inevitável, dizem.
Ben Bernanke falará à imprensa às 15h15, após dizer no mês anterior que a instituição estava preparada para agir na economia, inclusive com um novo programa de compra de títulos, em meio a preocupações com o setor de trabalho, que continua a mostrar números fracos.
Preço ao produtor
O índice PPI, que registra a variação de preço ao produtor nos EUA, aumentou 1,4 ponto percentual, atingindo 1,7%. Já o Core PPI, que exclui produtos mais voláteis, marcou 0,2% de aumento.
Continua depois da publicidade
Itália vê boa demanda em leilão
Na Europa, após o grande evento da semana, que foi a aprovação do fundo permanente de resgate pela corte constitucional alemã, o cenário é de espera pelos EUA.
Por lá, influenciada pelas recentes medidas do BCE (Banco Central Europeu), que se comprometeu a comprar títulos públicos de até três anos de países em dificuldades, a Itália captou € 6,5 bilhões em papéis com diversos prazos, desde 2015 a 2026. Com forte demanda, a taxa exigida pelos investidores caiu em todas as séries.