Futuros dos EUA buscam estender alta na expectativa por novidades na Europa

Mercado segue focado na possível ampliação do EFSF como primeiro passo significativo na batalha contra a crise fiscal

SÃO PAULO – Os principais contratos futuros sobre índices de ações dos EUA operam em alta nesta terça-feira (29), com S&P 500 e Nasdaq sinalizando abertura com +0,62% e +0,12%, respectivamente, buscando estender os ganhos da véspera.

Por mais uma sessão, Wall Street se vê diretamente atrelada ao andar dos fatos na Europa. Por ora, a principal referência dos mercados se dá em torno da possibilidade de ministros da Zona do Euro confirmarem os rumores propagados na última segunda-feira e ampliarem nesta noite o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) em cerca de quatro ou cinco vezes o patamar atual, próximo a € 800 bilhões.

Com isso, o BCE (Banco Central Europeu) teria mais munição para comprar títulos dos países em dificuldades como forma de conter os yields e baratear a rolagem da dívida pública, reduzindo substancialmente as dificuldades para reorganização fiscal destas economias e pavimentando o caminho para uma eventual integração fiscal do bloco com a emissão dos Eurobonus – tidos como primordiais por muitos economistas para evitar a ruptura do euro e preservar a economia da região.

Referências locais
Além de toda a influência europeia, que deve ser a principal referência para o dia, Wall Street também acompanha a divulgação dos indicadores domésticos Case-Shiller Index e Consumer Confidence, às 12h00 e 13h00, de Brasília, respectivamente.

O primeiro denota a variação do preço dos imóveis nos EUA a partir uma média móvel de três meses sendo publicado na última terça-feira de cada mês, enquanto o segundo aponta a quantas anda a confiança do consumidor norte-americano.

Ainda sobre a economia norte-americana, a Fitch Ratings revisou na véspera a perspectiva para o rating de dívida dos Estados Unidos de estável para negativa. Contudo, a agência de classificação de risco manteve o rating “AAA” para a principal economia mundial, a maior nota na escala de avaliação da agência.

Fim da linha para AA?
No campo corporativo, o destaque fica por conta do pedido de concordata pela American Airlines. Segundo comunicado divulgado nesta manhã, a empresa continuará suas atividades operacionais normalmente enquanto busca um acordo com seus credores, o que é permitido pela legislação norte-americana. 

Com dívidas que totalizam US$ 29,55 bilhões, superando os ativos de US$ 24,72 bilhões, apostará suas últimas fichas conta a falência nos próximos meses com a reestruturação de suas dívidas e a negociação de custos trabalhistas.