Futuros dos EUA apresentam alta mesmo após dados ruins de desemprego

Initial Claims superou o resultado do mês anterior com 367 mil novas solicitações; decisões de BCs europeus também repercutem
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – Os índices futuros norte-americanos apresentam valorização nesta quinta-feira (4). Mesmo após maior número de pedidos de auxílio-desemprego do que no mês anterior, os índices conseguem se manter em alta.

O índice S&P 500 Futuro, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta alta de 0,45% e atinge 1.445 pontos. O Dow Jones Futuro, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, opera em alta de 0,36% a 13.4749 pontos, enquanto o Nasdaq Composite Futuro, que concentra as ações de tecnologia, sobe 0,38%, chegando a 2.818 pontos. 

Desemprego
O mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou que os pedidos de auxílio-desemprego vieram praticamente em linha com o esperado pelos analistas. Na semana finalizada em 28 de setembro, foram observadas 367 mil novas solicitações no país, contra expectativa de 365 mil pedidos.

O Initial Claims mostrou número maior em relação à semana anterior, quando foram registrados 363 mil pedidos, segundo dados revisados. Já o Continuing Claims, que mede a manutenção do uso do auxílio-desemprego, marcou 3,281 milhões na semana, em linha com o resultado anterior (3,281 milhões) e acima das projeções do mercado (3,273 milhões).

Agenda dos EUA
A expectativa é pela ata do Fomc (Federal Open Market Committee) sobre a última reunião, de setembro, que será publicada durante a tarde. Na ocasião foi divulgado um novo programa de compra de ativos, conhecido por QE3 (Quantitative Easing 3), onde o banco central norte-americano se compromete a comprar pelo menos US$ 40 bilhões de títulos lastreados em hipotecas por mês, até que as condições do mercado de trabalho melhorem.

Ainda hoje, o mercado conhecerá os dados sobre encomendas à indústria em agosto.

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Estabilidades nas taxas de juros
Assim como esperado pelo mercado, a reunião do BCE não promoveu nenhuma alteração na europa. A taxa básica de juro da Zona do Euro continua em 0,75% ao ano. A taxa de juro de empréstimos marginais para injeção de liquidez e a de depósito de um dia na autoridade monetária também permaneceram em 1,50% a.a. e 0% a.a., respectivamente.

O BoE (Bank of England) também não alterou sua política monetária, nem o programa de compra de ativos, que deverá levar mais um mês para se encerrar, segundo comunicado pela instituição.