Futuros de NY recuam após semana de máximas históricas em Wall Street

O mercado projeta mais dois cortes de juros até o fim do ano, enquanto acompanha de perto os próximos dados econômicos

Felipe Moreira

REUTERS/Jeenah Moon
REUTERS/Jeenah Moon

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Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta segunda-feira (22), após uma semana de fortes ganhos em que o Dow Jones e o S&P 500 atingiram novas máximas históricas. O S&P 500 e o Dow Jones subiram 1,2% e 1%, respectivamente, enquanto o Nasdaq saltou 2,2%, impulsionados pelo corte de 0,25 p.p. nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o primeiro desde dezembro. O mercado agora projeta mais dois cortes até o fim do ano, enquanto acompanha de perto os próximos dados econômicos.

Estados Unidos

Nesta semana, o mercado acompanha a divulgação do deflator do PCE (índice de preços de gastos com consumo pessoal) de agosto nos Estados Unidos, que sai na sexta-feira (26). O dado é um dos preferidos do Fed para decidir se corta, mantém ou sobe juros.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

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Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, com os investidores refletindo sobre a decisão de política monetária da China. O banco central chinês manteve as taxas preferenciais de juros (LPR) inalteradas pelo quarto mês consecutivo, em linha com uma pesquisa da Reuters.

As ações de tecnologia da Índia caíram quase 3%, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma taxa de visto de US$ 100.000 para novos vistos H-1B, reservados a trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. Dos quase 400.000 vistos H-1B emitidos em 2024, 71% foram para cidadãos indianos.

Europa

Os mercados europeus operam em baixa, com investidores monitorando de perto a repressão de vistos do presidente dos EUA , Donald Trump. O governo Trump afirmou na sexta-feira que pedirá às empresas que paguem US$ 100.000 por ano para obter vistos de trabalhadores H-1B, o que pode representar um grande golpe para o setor de tecnologia, que depende muito de trabalhadores qualificados da Índia e da China.

A Porsche, da Alemanha, liderou as quedas ao recuar cerca de 6,7%, após a fabricante de carros esportivos de luxo reduzir recentemente sua previsão de lucratividade para 2025. A empresa também adiou o lançamento de novos modelos elétricos devido à baixa demanda. A Volkswagen, maior acionista da Porsche, acompanhou o movimento e caiu aproximadamente 5,5%.

Commodities

Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda, apagando parte das perdas da véspera.

As cotações do minério de ferro na China subiram, com o aumento da produção de aço para altos-fornos em meio à crescente demanda por materiais de construção antes do feriado do Dia Nacional da China.

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Bitcoin

(Com Reuters e Bloomberg)